Janira Hopffer Almada fez essa afirmação em declarações à imprensa após ter recebido o embaixador da Ordem Soberana de Malta, em Cabo Verde, José Manuel Pinto Teixeira, uma organização humanitária que investe em acções humanitárias.

“Registamos com muita satisfação essa iniciativa de podermos receber representantes de organizações, sobretudo, quando preconizam fazer algo humanitário para o país e em prol dos cabo-verdianos”, disse, realçando o facto do momento ser oportuno devido à situação social agravada pela pandemia da covid-19.

Feito isso, a presidente do Partido Africano da Independência de Cabo Verde (PAICV - oposição) afirmou que, após três anos de seca, o país necessitava realizar investimentos fortes nas pescas e agricultura o que não aconteceu, apesar das diversas propostas e apelos do partido.

O mesmo acontece, segundo disse, em relação ao sistema de saúde que, no seu entender, deveria merecer maior atenção a nível do Orçamento do Estado 2020.

“Com esta pandemia o Governo vê-se obrigado a fazer o que não fez no sector de saúde, durante quatro anos”, acrescentou.

Para o embaixador da Ordem Soberana de Malta em Cabo Verde, José Manuel Pinto Teixeira, tratou-se de uma visita de cortesia e apresentação junto do PAICV, da organização que promove os valores cristãos e a componente humanitária a nível mundial.

Segundo José Manuel Pinto Teixeira, Cabo Verde mais do que o mundo, necessita neste momento de pandemia, de apoio não de ponto de vista sanitário, mas social.

“Quando a economia é afectada, obviamente, que a crise social é uma consequência”, enfatizou o diplomata.

Neste âmbito, salientou que a Ordem de Malta pode ajudar financiando organizações nacionais de cariz social e que promovam interajuda às populações.

Em Cabo Verde, prosseguiu, as ajudas promovidas pela Ordem de Malta, até ao momento, foram direccionadas à Cáritas Nacional, à Paroquial e à Diocesana, assim como às Aldeias SOS e ao município da Praia, contribuindo com as cestas básicas.

A Ordem de Malta é uma organização humanitária reconhecida como entidade de direito internacional privado e dirige hospitais e centros de reabilitação.

Possui 13.500 membros, 80.000 voluntários permanentes e 42.000 profissionais da saúde associados, incluindo médicos, enfermeiros, auxiliares e paramédicos e visa auxiliar os idosos, os deficientes, os refugiados, as crianças, os sem-tecto e pessoas com doença terminal.

PC/CP

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