Nuías Silva fez essa afirmação em conferência de imprensa na sequência das recentes declarações dos deputados do MpD, eleitos pelo círculo eleitoral do Fogo, a propósito da diminuição das ligações aéreas e marítimas para a Ilha.

Os deputados do Movimento para a Democracia (MpD, poder) eleitos pelo círculo eleitoral do Fogo consideraram segunda-feira, 10, de “imoral e vergonhoso” o facto de os parlamentares do Partido Africano da Independência de Cabo Verde (PAICV, oposição), Nuías Silva e Eva Ortet, falarem sobre a ilha, particularmente no concernente aos transportes aéreos e marítimos.

Para Nuías Silva há “graves problemas” nos transportes aéreos e marítimos, lembrando que havia ligações “frequentes e diárias” com a  Cabo Verde Fast Ferry, quando actualmente acontecem três vezes por semana, o que significa que, conforme constatou, a economia fica “fortemente prejudicada.

A nível dos transportes aéreos disse que a situação é “pior” porque há uma redução de 16 voos semanais para sete, “um decréscimo na ordem dos 50%”.

O deputado do partido no poder apontou, contudo, que há falta de solução para a conectividade da ilha e que as passagens “nunca foram tão caras como agora”, um valor de 15 mil escudos, quando antes eram oito mil escudos, ida e volta.

“Isso acontece por culpa de um Governo fraco, que não consegue negociar bem os contratos e fica refém das companhias aéreas porque no processo de desmantelamento da rota doméstico dos TACV e do contrato com a Binter devia acautelar todas estas situações de serviço mínimo”, constatou.

Por fim avisou que não é com “agressividade verbal” que os deputados do PAICV serão intimidados, uma vez têm trabalhado “incansavelmente”, desde 2016, para defender os interesses da ilha do Fogo.

Eva Ortet, que também esteve presente na conferência de imprensa, considerou que a ilha do Fogo nunca esteve tão mal como actualmente e que os deputados do MpD “são cúmplices” desta situação, porque não reivindicam nada para a ilha.

“Já lá vão três anos sem a ouvir a voz deles no parlamento a reclamar e a exigir investimentos na ilha que lhes elegeram, apenas fazem ouvir-se para dar parabéns ao Governo pela lastimável situação que mergulhou a economia da ilha”, frisou a deputada.

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