A presidente do Partido Africano da Independência de Cabo Verde, (PAICV) Janira Hopffer Almada fez esta constatação em declarações à imprensa no final da sua visita, hoje, às gráficas da Praia, designadamente, Imprensa Nacional, Gráfica da Praia e Tipografia Santos, onde disse ter constatado a capacidade nacional para produção de manuais escolares.

A este propósito, exemplificou que a Tipografia Santos, a Gráfica da Praia e a Imprensa Nacional estão dotadas de “equipamentos sofisticados” que carecem de valorização dos investimentos feitos pelos empresários privados, ressalvando que em 2015 o Governo de então já tinha decidido pela aposta interna, que resultaram no investimento de privados.

Com efeito, Janira Hopffer Almada exortou o Governo no sentido de fazer nas gráficas nacionais e com os empresários cabo-verdiano “aquilo que pode ser produzido”, alegando que fez questão de confirmar no terreno, através das gráficas que os manuais produzidos “garantem qualidade” para os estudantes.

Ao Governo, a líder do PAICV pediu “que não permita que a Imprensa Nacional faça concorrência aos privados na produção de materiais que não consubstancia nenhum serviço público. A Imprensa Nacional pode ser uma gráfica de segurança para questões do Estado que impliquem especial interesse público. Já tem a publicação do Boletim Oficial, mas que não preste serviços que possam ser prestados polo empresariado nacional”, enfatizou.

É que para o líder do maior partido da oposição no arquipélago, há todo um discurso do Governo em prol do empresariado nacional, “mas na prática não se traduz em nada de concreto”, disse alegando que a política do executivo não tem chegado para a recuperação das empresas em dificuldades.

Janira Hopffer Almada disse que não se pode ignorar todo o empenho, capacidade e experiência acumulada e investimentos feitos pelos privados, para o Governo continuar a fazer os manuais escolares lá fora, “ainda por cima sem qualidade, como ficou provado no ano passado”.