Ao falar no debate sobre o Estado da Nação o deputado José Gomes Veiga do PAICV afirmou que depois de consumir três orçamentos sem impactos e melhorias das famílias e sem apresentar as soluções prometidas, mostra-se que os cabo-verdianos “compraram gato por lebre” ao invés das soluções prometidas pelo primeiro-ministro.

O político do PAICV lembrou que na década de 90 quando Ulisses Correia e Silva era ministro das Finanças o país “foi à banca rota”, o Governo vendeu empresas públicas, funcionários ficaram sem receber os salários e os estudantes sem bolsas.

“É preocupante porque voltaram para a vender outra vez em negócios, sem transparência, sem proteger o interesse e sem prestar informações aos cabo-verdianos, de forma clandestina, sem documentos, sem contrato e sem enquadramento legal”, disse exemplificando com o negócio com a Binter e dos TACV em que “cada militante do MpD quer a sua parte”.

Entretanto, para Austelino Correia, do MpD (maioria) os cabo-verdianos não compraram gato por lebre, mas fizeram sim uma boa escolha porque o partido liderado por Ulisses Correia e Silva está a governar Cabo Verde bem e com resultados palpáveis.

“Os cabo-verdianos são lúcidos e num ano de seca tiram o chapéu a um Governo que conseguiu manter o país na normalidade e equilibrado”, asseverou considerando que por causa disso deveriam iniciar o debate sobre estado da Nação com uma homenagem ao Governo e ao primeiro-ministro.

Afinando pelo mesmo diapasão, o ministro da Agricultura, Gilberto Silva lembrou que muito cedo Cabo Verde declarou a seca, fez o planeamento, mobilizou os recursos, fez parcerias internas e mobilizou todo o país, as empresas, as ONGs, as câmaras municipais e as instituições de microcrédito e “juntos com a nação salvaram o gado”, enfatizou.

O deputado Júlio Correia, do PAICV, também questionou sobre o valor financeiro dos 51 por cento da alienação da TACV e quis saber ainda como é que o Governo vai alienar os 49 por cento restantes.

Júlio Correia perguntou ainda sobre os voos internos e regionais.

Em relação ao crescimento económico do país, quis saber se “o Governo abandonou a meta de sete por cento”, tendo em conta que o Grupo de Apoio Orçamental (GAO) afirma que “este ano terá um arrefecimento”.

Por seu turno, o líder da UCID, António Monteiro focou a sua intervenção na questão da criação do emprego, questionado sobre os números de empregos.

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