“Durante esta conversa, o Presidente declarou que a operação militar planeada a leste do Eufrates contribuirá para a paz e estabilidade da Síria e facilitará o caminho para uma solução política”, segundo uma fonte da Presidência turca.

Após duas operações anteriores, a Turquia prepara-se para lançar uma nova ofensiva na Síria contra a milícia curda das Unidades de Proteção Popular (YPG), que considera como um grupo “terrorista”, mas que é apoiada pelos países ocidentais.

Vários países, incluindo a França, mostraram-se preocupados com as consequências humanitárias de uma nova frente no conflito sírio, bem como o destino dos milhares de ‘jihadistas’ do grupo extremista Estado Islâmico (EI) detidos em campos controlados pelas forças curdas.

Ancara explicou que o seu objetivo é criar uma “zona segura” que possa albergar refugiados sírios na Turquia e separar a fronteira turca das posições da YPG.

Após o anúncio no domingo, pela Casa Branca, de uma retirada dos soldados norte-americanos da Síria, o Presidente dos EUA, Donald Trump, fez declarações contemporizadoras, ao assegurar que “não abandonou” os curdos e ameaçando “destruir completamente a economia da Turquia” caso Ancara “ultrapasse os limites”.

A Rússia e a Turquia, que apoiam lados opostos no conflito sírio, intensificaram a sua cooperação nos últimos anos, em particular no noroeste da Síria.

Na terça-feira, Moscovo apelou para que “não seja sabotada a resolução pacífica” do conflito na Síria, em alusão à ofensiva que Ancara pretende lançar.

O Presidente Vladimir Putin e o seu Conselho de segurança sublinharam, durante a reunião, “a importância, no atual momento, de evitar qualquer ação que poderá sabotar uma resolução pacífica” do conflito no contexto da formação recente de um Conselho constitucional, segundo o porta-voz Dmitri Peskov, citado pelas agências russas.

Enquanto a operação turca parece cada vez mais iminente, com o destacamento de milhares de combatentes e tanques na fronteira síria, o porta-voz do Presidente turco falou hoje com o conselheiro de segurança nacional do Presidente dos EUA, Robert O’Brien.

Segundo a Presidência turca, Ibrahim Kalin e O’Brien debateram “o estabelecimento da zona de segurança”.

“Manteremos a ONU [Nações Unidas] e todos os países envolvidos, incluindo a Síria, informados sobre o desenrolar da operação”, indicou hoje o ministro dos Negócios Estrangeiros da Turquia, Mevlüt Cavusoglu, citado pela agência estatal Anadolu.

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