As obras de construção da adega provisória que devia servir para a campanha de vinificação 2015 (Julho e Agosto) ainda não saiu do papel por questões burocráticas e ligadas a chegada de materiais e equipamentos importados pela empresa contratada.

A assinatura do contrato entre o Gabinete de Reconstrução do Fogo (GRF), o Ministério do Desenvolvimento Rural (MDR) e a Associação de Chã das Caldeiras, para a execução das obras de construção da adega provisória foi rubricada a 12 de Maio, a infra-estrutura ainda está longe de ser executada, e o prazo de três meses para a sua execução há muito que foi ultrapassado.

No espaço identificado apenas realizaram-se os trabalhos de terraplanagem, mas a montagem do pavilhão de estrutura metálica tecnicamente isolada para a produção de vinho ainda não foi instalada, uma vez que materiais não chegaram ainda à ilha.

A edificação da adega provisória, que ocupa uma área de 300 metros quadrados, está orçada em mais de 30 mil contos, só para a construção e aquisição de equipamentos, sem contar com o custo de terreno que foi disponibilizado pelos responsáveis da adega/cooperativa “Chã”.

Como a infra-estrutura não serviu para os fins inicialmente definidos, que era garantir espaço para a produção de vinho 2015, alguns produtores contactados pela Inforpress questionam se as autoridades não deveriam avançar com a construção da adega definitiva, em vez de apostar na construção de uma infra-estrutura provisória.

Esta questão, assim como as obras de reabilitação das 110 moradias de 1995, nas localidades de Achada Furna e Monte Grande, para albergar parte dos deslocados de Chã das Caldeiras, vão ser analisadas na Comissão do Aconselhamento do Gabinete de Reconstrução do Fogo (GRF) que deverá reunir-se, amanhã, quinta-feira, pela primeira vez.

Para preparar a reunião, o vogal do conselho directivo do GRF, Albino Moreira, visitou semana passada a ilha do Fogo para se inteirar do andamento dos trabalhos, contactar os deslocados visando a preparação da reunião da comissão de aconselhamento que é integrada pelos vários
ministérios ligados a esta problemática, os presidentes das Câmaras Municipais da ilha e três representantes da população deslocada de Chã das Caldeiras.

Inforpress

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