Num comunicado divulgado hoje, o Governo explica que concede tolerância de ponto aos funcionários do Estado, dos institutos públicos e das autarquias locais da ilha de Santiago, durante todo o dia, por forma a permitir a participação dos fiéis na cerimónia fúnebres do primeiro bispo cabo-verdiano.

“Não estão abrangidos pela tolerância de ponto, as Forças Armadas, a Polícia Nacional, a Polícia Judiciária, os estabelecimentos de saúde, os guardas prisionais, vigilantes e os serviços que laborem em regime ininterrupto, cuja presença dos funcionários se torne imperiosa, os quais continuam a praticar os mesmos horários a que se encontram legalmente vinculados”, refere a nota.

O Governo decretou também, na segunda-feira 17, dois dias de luto nacional pela morte do bispo emérito Dom Paulino Évora.

Dom Paulino Évora faleceu na residência das Irmãs Franciscanas em Achada Santo António, na Cidade da Praia, e completaria, no dia 22 deste mês, 88 anos de idade e 44 da tomada de posse da Diocese de Santiago de Cabo Verde em 1975.

Os restos mortais do bispo emérito vão ser sepultados na quarta-feira, 19, na igreja Nossa Senhora da Graça.

Dom Paulino Évora nasceu na Cidade da Praia, em 22 de Junho de 1931, foi primeiro cabo-verdiano a ser ordenado sacerdote em Carcavelos, Portugal, a 16 de Dezembro de 1962 e eleito bispo de Cabo Verde em 21 de Abril de 1975.

Tomou posse da diocese a 22 de Junho de 1975 e exerceu o ministério em condições humanas e sociais difíceis e culturalmente adversas, especialmente nos anos 70 e 80, tendo sido eleito bispo emérito desde Julho de 2009.

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