A convicção de Jens Bjarnasson, que é também vice-presidente da Loftleidir Icelandic, foi apresentada hoje em conversa como os jornalistas à saída de uma audiência com o Presidente da República, Jorge Carlos Fonseca, encontro que foi aproveitado para apresentar ao chefe de Estado o plano de negócios da empresa.

Conforme indicou trata-se de um negócio em que todos ganham.

“Penso que Cabo Verde tem a oportunidade de construir o seu “hub” aéreo internacional, podendo ser um modelo em África do Oeste de conexão dos quatro continentes – África, Europa, Asia e América do Norte. Acreditamos que em pouco anos o plano pode crescer”, sustentou, adiantando que já este ano chegarão ao país quatro aviões.

A perspectiva confirmou, é que no horizonte de 2023 a empresa possa estar com 12 aviões para incrementar o projecto.

“Portanto, é uma grande oportunidade para os cabo-verdianos e para nós que gostaríamos de incrementar a nossa presença no mercado da aviação civil internacional. Temos sido bem-sucedidos no desenvolvimento do turismo num país pequeno, num mercado doméstico pequeno como a Islândia ligando a Europa à América do Norte e vemos muita semelhança com Cabo Verde”, salientou.

Questionado se a empresa está interessada nas ligações domésticas, Jens Bjarnasson adiantou que o mercado doméstico é “muito importante” pelo que avançou que é também algo que a empresa vai dar atenção.

“A infra-estrutura no Sal é a única para viabilizar um “hub” internacional, mas para que todos em Cabo Verde possam beneficiar desse desenvolvimento temos de ter boas conexões entre as ilhas e isso é, certamente, algo que devemos discutir com outros parceiros e ver como fazer da melhor maneira”, explicou.

A Loftleidir Cabo Verde assinou na sexta-feira, 01 de Março, o contrato de privatização, após a venda de 51% das acções da Transportadora Aérea Cabo-verdiana (TACV), no montante de 1,3 milhões de euros, conforme informou o Governo que avançou que, igualmente, serão injectados mais seis milhões de dólares (cerca de 580 mil contos) para a capitalização da empresa.

Inforpress/fim

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