A informação foi avançada pelo director nacional de Assuntos Políticos, Económicos e Culturais no Ministério dos Negócios Estrangeiros, Júlio Morais, em entrevista à Inforpress, enquanto representante do Governo na reunião do Comité de Pilotagem, realizada esta manhã na Cidade da Praia.

Enalteceu a pertinência deste encontro que já não se fazia há mais de 10/15 anos, envolvendo todos os directores regionais do Sistema das Nações Unidas, num país “insular, frágil, vulnerável, arquipelágico e muito objecto da pressão das mudanças climáticas”, mas que tem sido “campeão em matéria de cumprimento dos Objectivos do Desenvolvimento Sustentável (ODS).

O diplomata destacou a universalização dos direitos humanos e os indicadores em matéria de educação, saúde e justiça como exemplos a ter em conta, mas que se torna preciso dar sustentabilidade a estes indicadores com uma nova abordagem, que. Segundo ele, passa, necessariamente, pela integração regional, de forma que o arquipélago possa beneficiar dos programas regionais.

A reunião, segundo Júlio Morais, permitiu analisar o modelo de gestão do Escritório das Nações Unidas, em Cabo Verde, por ser único no mundo marcado por um único escritório conjunto de todos os sistemas, analisar a forma como a implementação do PED (Plano Estratégico de Desenvolvimento) está alinhado com o desenvolvimento sustentável, bem como a questão do financiamento deste país insular de rendimento médio.

A este propósito, considera Júlio Morais, que “o país está a apresentar constrangimentos vários e um deles é mobilizar parcerias novas para o seu financiamento, tendo em conta a alta dívida externa e o risco fiscal que isto representa”, pelo que o Comité de Pilotagem procura novas formas de novos financiamentos.

Também presente neste Comité de Pilotagem do Sistema das Nações Unidas, o presidente da Associação Nacional dos Municípios de Cabo Verde, Manuel de Pina, realçou a Inforpress a situação dos projectos e programas desenvolvidos, assim como “as oportunidades que se abrem em matéria do desenvolvimento local”.

No entender deste autarca, há toda uma sensibilidade dos vários departamentos das Nações Unidas em tornar Cabo Verde como sendo um modelo no contexto da região africana, pelo desempenho conseguido em matéria de progresso, ao mesmo tempo que destacou o “excelente trabalho das NU, que ultrapassa os 85% a nível de execução dos programas”.

“O plano estratégico é um grande programa, o país sabe o que quer, identifica as suas prioridades e só temos a ganhar com isto”, ressalvou Manuel de Pina, para quem oito dos 22 municípios já concluíram os seus planos, tendo prometido até final do ano o cumprimento das restantes autarquias, com vista a identificar parcerias e projectos identificados.

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