“Mudámos a forma de gestão da coisa pública e moralizámos os gastos públicos, rompendo com as más práticas na gestão dos fundos, designadamente Fundo de Ambiente e Fundo do Turismo”, disse a líder parlamentar do partido que suporta o Governo.

Joana Rosa, que falava no debate sobre o estado da Nação no parlamento, o último da atual legislatura, disse que hoje os recursos são canalizados para os municípios e estes prestam conta às Assembleias Municipais e ao Tribunal de Contas.

“Rompemos com as más práticas na utilização do dinheiro público para campanhas partidárias, sejam elas internas ou não. Hoje ninguém ousa usar dinheiro do Estado para campanhas político-partidárias, seja a que título for”, continuou Joana Rosa.

A líder parlamentar do MpD afirmou ainda que o atual Governo rompeu com as más práticas que havia na atribuição de terrenos do Estado a “camaradas e amigos”, em referência ao Partido Africano da Independência de Cabo Verde (PAICV), que esteve no poder durante 15 anos, até 2016.

A deputada do partido no poder salientou que hoje tudo é feito via concurso público e com encaixe para o Estado.

Na sua intervenção no arranque do debate, a responsável recordou que em quatro anos o Governo teve de redefinir prioridades e, mesmo com três anos de seca e outras adversidades, as medidas de políticas permitiram o PIB crescer 5,7%, o desemprego cair para 11,3%, a dívida pública reduzir-se para 115% do PIB e o rendimento das famílias aumentar.

“Estamos a melhorar a vida dos cabo-verdianos, estamos a melhorar a autoestima dos cabo-verdianos, principalmente jovens”, considerou a deputada, sublinhando, no entanto, que a pandemia do novo coronavírus veio “romper a boa dinâmica da economia” cabo-verdiana.

“A Covid-19 comprometeu tudo”, lamentou Joana Rosa, que acusou a oposição de ser “deprimida e atónita” e de “manchar a imagem do país”, ao colocar em causa a privatização da empresa Transportes Aéreos de Cabo Verde (TACV).

A líder parlamentar apontou “ganhos inegáveis” nos transportes no país e em outros setores, e acusou a oposição de não se preocupar com a crise pandémica, mas sim com a privatização, numa decisão tomada em 2018.

“Enquanto nós estamos preocupados com esta crise, a oposição remete-nos ao processo de privatização, uma oposição sonolenta ou distraída daquilo que se passa no mundo e em Cabo Verde”, atirou a deputada, eleita pelo círculo eleitoral da ilha do Maio.

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