Joana Rosa fez esta declaração à imprensa, após as jornadas de preparação do Movimento para a Democracia (MpD, no poder) para a segunda sessão parlamentar de Maio, que tem como destaque o debate com o primeiro-ministro sobre políticas públicas para o mundo rural.

Para o MpD, o tema proposto, para o PAICV (oposição), é uma forma da oposição, do ponto de vista político, tentar “tirar proveito”, sabendo que o mundo rural estar confinado e que todas as políticas públicas foram suspensas em virtude de estado de emergência.

Segundo apontou, o Partido Africano da Independência de Cabo Verde não teve políticas públicas para o campo, caso tivesse, o mundo rural teria mais de resiliência à seca e foram precisos programas emergenciais para combater a situação.

Segundo a deputada, o MpD entrou no poder com questões emergenciais, desde logo Chã das Caldeiras, com uma serie de questões que, em termos práticos, a anterior governação pouco fez.

Para além disso, salientou, em 2017 o país foi confrontado com cheias torrenciais em Santo Antão e o Governo teve que, novamente, ter um programa emergencial para fazer face aos danos causados pelas cheias.

“Fomos também confrontados com três anos de seca e o Governo tem, ao longo desses períodos, implementado programas de mitigação para debelar os maus anos agrícolas, com grandes problemas no meio rural, que na medida de do possível foi colmatado e resolvido”, salientou.

Quanto às afirmações do PAICV, no sentido de haver uma resistência presencial do primeiro-ministro ao Parlamento, a deputada referiu que foi Ulisses Correia e Silva que liderou todo o processo visando a alteração do regime, que permite a presença do chefe de governo na Assembleia Nacional, mensalmente.

No seu entender, não há como falar em falta de democracia, isso porque, ressaltou, Ulisses Correia e Silva esteve no Parlamento em todas as sessões extraordinárias, prestando contas ao país, em relação às medidas que estavam em curso.

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