Janira Hopffer Almada falava à imprensa esta manhã à margem do debate Parlamentar na Assembleia Nacional.

Segundo a presidente do maior partido da oposição, o “Estado não pode se demitir das suas funções de garantir o direito à saúde, que é primordial”.

Conforme disse, não entende como é que um Governo que entrega o mercado doméstico a uma companhia aérea privada sem que não se tenha lembrado de negociar a questão das evacuações.

“Perguntamos também onde é que está o Ministério da Saúde, o Instituto Nacional da Providência Social e o Primeiro-Ministro de Cabo Verde”, questionou a líder do PAICV, lembrando que apesar de todos os problemas que os TACV (companhia aérea de bandeira) tinham, eles nunca deixaram de transportar uma pessoa em situação de emergência médica por uma questão comercial.

Na ótica de Janira Hopffer Almada, o Governo tem de se sentar à mesa “imediatamente” com a companhia privada “e acautelar essa situação” para que mais nenhuma vida humana seja perdida por causa dessa situação reinante.

A deputada e líder do maior partido da oposição recorda ainda, que durante o consulado do PAICV, o INPS (Instituto Nacional de Previdência Social) tinha o princípio de fretar voos para acautelar as evacuações em caso de emergência médica e também o tesouro público intervinha nesse sentido.

“Se o INPS tem dinheiro para investir em instituições financeiras lá fora como fez há tempos com os 600 mil, como é não tem recursos então para priorizar a questão da saúde. Porque é que o tesouro não tem recursos para garantir o salvamento de vidas humanas” questionou a líder do Partido Africano para a Independência de Cabo Verde.

Neste particular, Janira Hopffer Almada “responsabiliza” diretamente o primeiro-ministro, Ulisses Correia e Silva, porque, segundo disse, trata-se de um caso “em que se deve assacar as responsabilidades criminais, as responsabilidades civis e sobretudo há responsabilidades políticas”.

A presidente do PAICV pede, por isso, ao Ministério Publico (MP) que atue neste caso e que faça as averiguações necessárias para que a situação seja clarificada.

“Isso porque o caso é do conhecimento da Procuradoria-Geral da República e dos cabo-verdianos e o MP tem que agir independentemente de apresentação ou não de queixas”, enfatizou.

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