“Nós precisamos escutar mais do que ouvir. Estamos a ouvir muito e a escutar pouco”, disse Arlindo do Rosário se referindo a “um conjunto de desinformações que têm circulado nas redes sociais e nos próprios órgãos de comunicação”.

Para Arlindo do Rosário, que falava aos jornalistas depois de presidir à cerimónia de abertura de uma conferência alusiva ao Dia Mundial Contra as Drogas, que se assinala a 26 de junho, esse “conjunto de informação errada” é “fruto da necessidade de se fazer notícia à pressa”.

De acordo com o governante, é preciso “alguma serenidade”, pois, não é normal que num país que “continua a ter desafios importantes se faça aquilo que tem sido feito”. Neste particular, o ministro criticava a veiculação “em horários nobres de comunicação, vídeos expondo a situação dramática da senhora que estava sendo evacuada”.

No concernente à questão das evacuações, Arlindo do Rosário acrescentou que Cabo Verde “avançou muito”, mas que, mesmo assim, há “desafios importantes” pela frente, uma vez que nenhum governo, partido e ninguém, nesses 42 anos de independência, conseguiu ultrapassar esse problema.

“É um problema nacional que devemos encarar com tranquilidade, mas também com responsabilidade para encontrarmos as soluções”, realçou.

Incidindo particularmente no caso da morte da jovem grávida, o governante fez saber ainda que, “com toda a serenidade” irá esperar pelo resultado do inquérito instaurado pelo Governo.

Entretanto, disse pensar que, independentemente de tudo, há muita coisa para se fazer, nomeadamente a nível da saúde e, também, dos transportes.

“O governo está a equacionar possíveis soluções”, disse Arlindo do Rosário, citando pontos como transportes, melhor organização dos serviços e uma melhor comunicação entre os diversos sectores.

Avançou ainda, que nos próximos dias o Executivo estará a dar “respostas mais efetivas” daquilo que está sendo feito.

“Em breve estaremos iniciando os trabalhos para a implementação de um bloco operatório na Boa Vista. Nós estamos a trabalhar na segurança transfusional”, exemplificou o ministro, ajuntando que há outras ilhas onde os problemas também se põe e o governo está também a trabalhar nesse sentido.

Ainda no tocante à Boa Vista, lembrou que se trata de uma ilha que cresceu rapidamente nos últimos anos e que esse crescimento tem colocado uma “pressão importante sobre as estruturas da saúde”.

“Nós temos que equacionar isso e ver o que é possível fazer”, finalizou.

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