Fernando Elísio Freire falava durante o debate parlamentar no qual o PAICV, maior partido da oposição, fez uma declaração política sobre o sistema de evacuações tendo como foco a morte da jovem grávida evacuada da Boa Vista para o Sal.

“Os líderes devem falar sempre a verdade e com factos. E é neste sentido que o Governo de Cabo Verde só se pronunciará de uma forma definitiva após a conclusão do inquérito que abriu”, garantiu Elísio Freire, para quem não se pode andar “no diz que diz e nem em suspeições gratuitas”.

Segundo o governante, os médicos já disseram qual foi o motivo da tragédia, a empresa transportadora aérea também expôs os seus motivos. Em ambos os casos o Governo ouviu com responsabilidade, ajunta.

Reagindo à declaração política do PAICV, Freire afirma que a situação dos sistemas de transportes e de evacuação não regrediram.

“Hoje a situação dos transportes inter-ilhas é muito melhor do que era há dois anos. Há mais voos, mais passageiros e melhores condições”, replicou o ministro elucidando que as evacuações são feitas, neste momento, nas mesmas condições em que eram feitas anteriormente.

Em jeito de conclusão, Fernando Elísio Freire criticou a “exploração indevida do caso” e garantiu que o Governo está empenhado em encontrar a verdade para atuar, “porque nenhuma negligência será tolerada”.

“Agiremos sempre em defesa de Cabo Verde e dos cabo-verdianos, independentemente de onde tenham nascido ou onde escolheram viver”, concretizou o ministro.

Quem não ficou convicto das declarações do ministro foi o deputado do PAICV, Walter Évora. Este deputado eleito pelo círculo da Boa Vista, questionou ao governante se até à conclusão do inquérito o Governo ficará de braços cruzados.

“Vai continuar a ver a situação desprotegida das gentes da Boa Vista?”, questionou Walter Évora defendendo que a questão das evacuações foi levada ao Parlamento porque já se tornou corriqueira.

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