Em comunicado, na sequência de “informações” que estão a circular dando conta que a Binter negou a fazer o transporte da paciente que faleceu sábado, já no hospital Ramiro Figueira, do Sal, a companhia nega quaisquer responsabilidades na evacuação da jovem.

A Binter CV observa que, apesar de estar a fazer todas as evacuações solicitadas, “quando são precisas”, os aviões que deveriam ser utilizados para estas situações deveriam ser específicos, com equipamento médico, isto é, aviões ambulância ou helicópteros, tal como se faz em outros territórios compostos por ilhas.

“Relembramos que os aviões da Binter CV são apenas preparados para o transporte regular de passageiros”, sublinha o comunicado, classificando de “injustas” as acusações, uma vez que empresa “tem vindo a fazer de tudo” para solucionar o problema de mobilidade em Cabo Verde.

A Binter reitera que a transportadora aérea nunca recebeu requisição para realização da evacuação do paciente da Boa Vista para a Ilha de Santiago.

Diz que só teve conhecimento do estado da paciente pelos média e redes sociais, e considera “inacreditável”, as responsabilidades amputadas à companhia, considerando os esforços que vem fazendo “todos os dias para ajudar neste tipo de situações”.

Reforça ainda que a empresa já efetuou mais de 90 evacuações (44 no ano 2017 e 47 em 2018 até o mês de Junho), com todas as condições de segurança, sempre que solicitadas, o que, segundo a empresa, “pode ser comprovado através dos serviços de saúde nacionais”.

“A Binter CV e o seu pessoal continuará a colaborar com as instituições do Governo, dentro das suas possibilidades, para ajudar a melhorar o transporte aéreo em Cabo Verde”, conclui.

Na sequência da morte da jovem Eloisa Correia, que foi evacuada de barco a para a ilha do Sal depois da alegada recusa da companhia aérea Binter em transportar a doente, o Governo informou, em comunicado, que irá instaurar um inquérito que deverá servir para apurar a verdade e permitir o cabal esclarecimento da situação.

O Presidente da República, numa publicação na sua página do Facebook, defendeu que uma solução para o problema de evacuações interilhas de doente precisa de ser encontrada “sem mais demoras” e “com urgência”.

O chefe de Estado afirmou ainda que, “não sendo um caso único, deve merecer uma atenção particular da parte do Governo” na busca de uma solução, seja ela definitiva – o que pode levar tempo -, seja transitória (pela via de acordos com a empresa de aviação)”.

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