Iaia Djaló falava aos jornalistas depois de uma visita ao estabelecimento prisional do Bandim, em Bissau, onde constatou no local as condições em que vivem os prisioneiros.

"Esta visita enquadra-se dentro das preocupações e prioridades do Governo em relação ao respeito escrupuloso pelos direitos humanos. Viemos cá para constatar ‘in loco' as condições em que os prisioneiros vivem e sabemos que há grandes dificuldades, porque as celas são pequenas e aglomeração de pessoas não permite um grande conforto", afirmou o ministro.

O ministro garantiu que as "preocupações vão ser levadas ao Conselho de Ministros" e aos parceiros de desenvolvimento do país para "ver como apoiar financeiramente para ultrapassar as dificuldades".

Questionado pelos jornalistas sobre a necessidade de construir uma prisão de raiz e com maior dimensão, Iaia Djaló afirmou que é uma "das prioridades".

"Já temos um projeto e vamos vender esse projeto à comunidade internacional que poderá estar sensível para a construção de um edifício de raiz, que garanta também o respeito pelos direitos humanos. As pessoas por estarem detidas, não significa que estejam fora da humanidade", sublinhou.

O diretor dos serviços prisionais da Guiné-Bissau, Lino Leal, disse que é a primeira vez nos últimos seis anos que um ministro visita uma prisão e que é preciso resolver os problemas que existem, alertando que a criminalidade está a aumentar.

Na prisão do Bandim estão detidas 106 pessoas, chegando as celas a serem partilhadas por 40 pessoas.

"É imediato, urgente, o crime está a aumentar e ainda ontem recebemos 43 pessoas e não temos espaço", salientou.