Na sua perspectiva, a exigência de formação superior para o ingresso na Polícia Nacional (PN) é “mais um passo” com vista a permitir que a instituição policial acompanhe a evolução da sociedade cabo-verdiana.

Segundo Paulo Rocha, o abandono e aposentações na PN, que anualmente ronda à volta de 50 efectivos, é um “desafio” que se coloca ao Governo, pelo que se está a equacionar soluções para se fazer face à situação.

O governante fez essas considerações à margem da audição, hoje, na primeira Comissão Especializada dos Assuntos Constitucionais, Direitos Humanos, Segurança e Reforma do Estado do Parlamento.

Lembrou que um estudo realizado em 2015, no quadro da cooperação técnico-profissional com Portugal, apontava que, até 2025, Cabo Verde contaria com um efectivo de 2730 agentes, mas que neste momento este número anda à volta de 2000, não obstante serem formados todos os anos 120 policiais.

Neste momento, a Escola de Formação da PN tem capacidade para receber 120 formandos, pelo que, segundo o ministro, se está a equacionar a possibilidade de ampliar este estabelecimento do ensino policial para responder às demandas.

Respondendo às perguntas dos deputados sobre a possibilidade de a Cidade da Praia ser contemplada com mais câmaras de vídeo-vigilância, garantiu que na segunda fase a capital será dotada de mais meios nesse sentido.

A segunda fase do projecto “Cidade Segura” vai abranger as ilhas de São Vicente, Sal e Boa Vista, tendo o ministro da Administração Interna assegurado à imprensa que “será ainda melhor do que a primeira”.

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