Durante a sua intervenção no parlamento no debate sobre o estado da Nação, o último desta legislatura, Maritza Rosabal anunciou que o ano escolar vai começar em 24 de agosto e que até 30 de setembro vão decorrer formações aos docentes sobre Tecnologias de Informação e Comunicação (TIC).

“Porque vamos trabalhar num novo desenho, em que a educação à distância é complementar da educação presencial”, afirmou a titular da pasta da Educação.

Por considerar a educação presencial importante, a ministra disse que as turmas vão ser desdobradas, com um sistema presencial mais alargado, já que as condições físicas e o número de pessoas o permitem.

“Teremos um sistema de menos horas presenciais, sempre complementado pela educação à distância”, garantiu Maritza Rosabal, indicando que o documento com essas diretivas já foi aprovado e começou a ser partilhado no conselho de Educação para discussão.

Devido à pandemia do novo coronavírus, o Ministério da Educação implementou durante o terceiro trimestre do último ano letivo um programa educativo denominado “Aprender e estudar em casa”, em alternativa ao encerramento das escolas em 20 de março, para impedir a transmissão da doença no arquipélago.

O programa consistiu em aulas na televisão, na rádio e noutras plataformas e decorreu até finais de junho.

O Ministério da Educação explicou que desenvolveu o programa para que os estudantes pudessem manter o vínculo com o meio educativo e o contacto com os docentes e os conteúdos de ensino-aprendizagem, enquanto estão em casa por causa das restrições impostas para evitar a propagação do novo coronavírus.

Apesar de ser criticado por sindicatos dos professores, o primeiro-ministro, Ulisses Correia e Silva, garantiu em maio que as aulas na televisão e na rádio devido à pandemia da covid-19 é “um bom investimento” e um projeto que “deve ficar para o futuro”.

Cabo Verde registava no final do dia 31 de julho um acumulado de 2.451 casos de covid-19, diagnosticados desde 19 de março, com 23 óbitos.

Em África, há 19.310 mortos confirmados em mais de 908 mil infetados em 54 países, segundo as estatísticas mais recentes sobre a pandemia naquele continente.

A pandemia de covid-19 já provocou mais de 673 mil mortos e infetou mais de 17,3 milhões de pessoas em 196 países e territórios, segundo um balanço feito pela agência francesa AFP.

A doença é transmitida por um novo coronavírus detetado no final de dezembro, em Wuhan, uma cidade do centro da China.

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(Notícia alterada pela Agência Lusa)

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