“Temos que garantir que os produtos adquiridos no mercado estejam em condições de serem comercializados pelos vendedores que devem estar aptos para o efeito”, afirmou aquela responsável, acrescentando que, doravante, quem não tiver o cartão de sanidade não lhe será permitido o acesso ao mercado.

O cartão de sanidade custa 500 escudos, mas há quem se tenha recusado a adquiri-lo, depois de inspecção médica e, segundo a gestora, com o novo regulamento em vigor, o acesso é só mediante a apresentação de um cartão de identificação que os vendedores são obrigados a apresenta-lo à entrada e durante o tempo que estiverem no interior do mercado.

“Quem não apresentar o documento de sanidade, emitido pelas autoridades da Delegacia de Saúde, não lhe será dado o crachá que lhe autoriza a vender no mercado”, precisou Patrícia Freire, lamentando que certos vendedores se tenham recusado a fazer o cartão de sanidade.

Durante a conversa com algumas vendedeiras, estas queixaram-se pelo facto de as balanças disponibilizadas pela Câmara Municipal apresentarem problemas no que diz respeito à pesagem.

“Quando pesamos um quilo de batata, por exemplo, o cliente fica a perder porque esta balança da câmara “furta” alguns gramas”, indicou Maria Varela, vendedeira há mais de 30 anos no mercado da Praia.

Confrontada com esta realidade, a gestora garante que as balanças adquiridas pela edilidade “são novas”, mas, caso a situação seja verídica, vai mandar verificar para as devidas correções.

Sobre as queixas das vendedeiras de que não estão aptas a manejar as atuais balanças, a entrevistada da Inforpress asseverou que há um mês que o principal mercado da Praia dispõe de uma pessoa destinada apenas para esta questão das balanças e das vendas dos aventais, sendo que estes últimos custam 900 escudos, “preço do fabrico”.

“É um pouco complicado ver as pessoas a resistirem a algo que lhes é benéfico”, salientou Patrícia Freire, ao comentar as declarações dos vendedores em relação às balanças que têm uma capacidade para até 25 quilos, desmentindo ainda que estes instrumentos de pesagem serão pagos.

Segundo ela, a Câmara Municipal da Praia disponibilizou gratuitamente a cada vendedor uma balança.

Uma outra medida adoptada pela edilidade é que agora as vendedeiras “estão proibidas de levar as crianças para as acompanhar durante a venda”.

“O lugar para as crianças é nas escolas, nos jardins ou nas creches”, afiançou aquela responsável, dizendo que a câmara tem espaços destinados às crianças e um preço bastante módico.

O mercado da Praia esteve encerrado nos dias 06 e 07 para limpeza geral e, de acordo com a gestora, foram “retirados mais de quatro camiões de lixo”.

“Realço que no mercado são feitas limpezas todos os dias. Mas, os vendedores têm um excesso de carga e, por conseguinte, fica difícil o aceso a certos espaços”, sublinhou Patrícia Freire, para quem há uma tentação por parte das pessoas em transformar o mercado “numa espécie de armazém para os seus produtos”.