Angola vai contar com médicos cubanos de várias especialidades para "mitigar o impacto da epidemia" da doença Covid-19, anunciou segunda-feira (23.03) a ministra da Saúde, Silvia Lutucuta.

"No âmbito da cooperação internacional, o Governo está a fazer um trabalho diplomático muito grande com outros países já afetados", disse a ministra, numa conferência de imprensa, em Luanda, adiantando que têm sido realizadas videoconferências com a China, "com profissionais que trabalharam e estão a trabalhar" no combate à pandemia, com o Brasil e outros países.

Com Cuba, a interação vai ser mais direta e Angola já está a trabalhar com as missões diplomáticas cubanas nesse sentido. "Vamos mandar vir médicos das especialidades mais importantes", incluindo cuidados intensivos e pneumologia, saúde pública, virologia e infeciologia, referiu a ministra.

O objetivo é que possam dar apoio "na parte assistencial, na área de saúde pública mais preventiva e na busca ativa e controlo da epidemia".

Medidas "de salvação da pátria"

Sílvia Lutucuta frisou que estão a ser mobilizados vários setores para implementar as medidas que considerou "de salvação da pátria".

"Além da saúde, temos os militares e a polícia, estamos a trabalhar com o setor privado e as instituições com fins não lucrativos e igrejas", realçou a governante.

Angola anunciou um novo caso confirmado de infeção pelo novo coronavírus, elevando para três o número de doentes.Todos os casos são relativos a passageiros angolanos que chegaram na semana passada em voos provenientes de Portugal.

Depois de surgir na China, em dezembro, o novo coronavírus já infetou mais de 345 mil pessoas em todo o mundo, das quais mais de 15.100 morreram. O continente africano registou mais de 50 mortes, ultrapassando os 1.700 casos em 45 países e territórios, segundo as estatísticas mais recentes.

por: Agência Lusa, ms

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