“Nós achamos que cada vez mais o CILSS está desempenhar melhor o seu papel, e falo nomeadamente da questão ligada à utilização de produtos químicos nomeadamente pesticidas”, declarou a mesma fonte, que indicou que actualmente é o CILSS a entidade responsável para essa homologação.

“Temos tido uma actividade muito forte em termos de regulamentação das leis, a harmonização das leis entre os países que fazem parte do CILSS”, precisou.

José Teixeira falava na sequência da realização hoje, na Cidade da Praia, de um ateliê de sensibilização enquadrado nas comemorações da 34ª jornada do CILSS, tendo como lema “Aumentar a produtividade das terras através da adopção de soluções inovadoras na luta contra poluição, e assoreamento do curso de água”.

Um lema que, na perspectiva de do director-geral de Agricultura, significa que todos devem trabalhar a montante de uma bacia hidrográfica ou de uma zona de cultivo, precisamente para evitar a produção de sedimentos que posteriormente vão obstruir os cursos de água.

“Trata-se de um ateliê de sensibilização dos parceiros no sentido de juntos poderem enfrentar as mudanças climáticas e de forma particular a degradação dos solos. Com esse encontro quisemos lembrar que existe essa organização regional e mostrar quais são os ganhos os investimentos, a colaboração que já tivemos com o CILSS nesse âmbito”, disse.

De entre os ganhos José Teixeira mencionou a questão ligada ao seguimento do ano agrícola, que a nível de cada país é organizado um grupo técnico pluridisciplinar que faz o seguimento do ano agrícola e que posteriormente com apoio de um ‘expert’ da FAO é emitido um relatório sobre situação do ano agrícola que é remetido ao Governo para uma tomada de posição.

As colaborações a nível da realização dos inquéritos agrícolas e as formações de curta e média duração que já beneficiariam dezenas de técnicos cabo-verdianos são outros benefícios acolhidos por Cabo Verde, enquanto membro do CILSS.

“Nos pensamos em termos globais em termos do CILSS falta muitos desafios, mas também nos reconforta um pouco pelo facto de termos os nossos solos minimamente protegidos ao longo dos anos” disse, apontando para as medidas mecânicas e biológicas de conservação dos solos implementadas e da questão ligada à reflorestação.

O Comité Inter-Estados de Luta contra a Seca no Sahel foi criado em 12 Setembro de 1973, em virtude das grandes secas que atingiram o Sahel, na década de 70.

Para relembrar a data da sua criação, anualmente, comemora-se o Dia do CILSS.

O objectivo central do CILSS é promover a segurança alimentar e lutar contra os efeitos adversos da seca e desertificação, promovendo o equilíbrio ecológico no Sahel. Actualmente, o Comité conta com treze (13) estados-membros: Benim, Costa do Marfim, Gâmbia, Guiné, Guiné-Bissau, Mauritânia, Senegal, Togo, Burkina Faso, Mali, Níger, Tchade e Cabo Verde.

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