Agostinho Silva proferiu esta declaração em conferência de imprensa, para demarcar da informação de Ivanira Silva, de que a situação da lixeira municipal vai ser ultrapassada “em breve” com a construção do aterro sanitário da ilha.

O coordenador político do PAICV disse que essa informação não corresponde à verdade já que o aterro, conforme disse, só vai ser edificado em 2023, de acordo com o Plano de Desenvolvimento Municipal (PDM).

“Camião de recolha de lixo é bom sim e esperamos que ele chegue à ilha a tempo, mas pelas informações que temos não vai ser para breve”, afirmou Agostinho Silva, que esclareceu que o aterro sanitário “só vai ser construído em 2023, assim como está previsto no PDM” da ilha.

Agostinho Silva lamentou o facto de a lixeira municipal estar nesta situação e aproveitou a oportunidade para apelar à edilidade maiense “que, pelo menos, construíssem valas para colocação de lixo, assim como a colocação da vedação e guardas para manter a segurança naquele espaço”, que na sua opinião não dignifica a ilha que se projecta para o turismo de qualidade.

Durante a sua intervenção referiu-se também à questão da rede de esgoto da vila da Calheta que, segundo adiantou, já foram alocados cerca de 35 mil contos no orçamento municipal, desde 2017, mas a situação mantem-se e desse montante “nenhum centavo foi colocado naquela obra”, pelo que voltou a exigir explicações à actual equipa camarária sobre onde param os referidos montantes.

“Com esta equipa camarária não vamos ter a rede de esgoto na vila da Calheta, pelo que exijo uma explicação onde foram colocados os dez mil e tal contos que constavam no orçamento do ano de 2019 e mais estranho é o facto de ninguém da câmara vir responder e mandam uma pessoa que reside na cidade da Praia para vir responder às questões que coloquei e ela nem sequer mencionou as obras da rede de esgoto”, enfatizou.

Referente ao Carnaval, Agostinho Silva considerou “lamentável” a situação em que se encontra o sector da cultura na ilha do Maio, porque, segundo alegou, “toda esta situação é por causa da falta de política e atenção de uma câmara fraca por excelência”, justificando que o pelouro da cultura não tem sido contemplado no orçamento municipal com verbas de que realmente precisa para alavancar este sector na ilha.

Na sua rede favorita

Siga-nos na sua rede favorita.