O presidente do Benfica defende o modelo de gestão que lidera no clube da Luz e não comenta uma eventual não recandidatura.

Luís Filipe Vieira comentou esta segunda-feira a actualidade do Benfica, depois da dolorosa elimação dos encarnados nas meias-finais da Liga Europa, aos pés do Braga.

Confrontado com alguns focos de contestação que se começam a fazer ouvir, como foi o caso da manifestação hoje realizada junto ao estádio da Luz, o presidente do Benfica sublinhou não estar "agarrado ao poder".

«O Benfica é um clube democrático. Sinto orgulho porque devolvi o clube aos sócios e são eles que decidem. Não estou agarrado à presidência. No dia em que entenderem que não sirvo, sairei. Estou numa missão para servir o Benfica. Tenho dado o melhor que sei, mas tudo o que faço é em prol do Benfica», frisa.

Em entrevista à Benfica TV, o líder do clube da Luz rejeitou comentar uma eventualnão recandidatura à presidência: «A recandidatura é o menos importante. Não é a altura própria. Se a pergunta fosse feita à minha família a resposta era para não me recandidatar».

As críticas ao modelo de gestão do Benfica já se fazem ouvir, mas Vieira sai em defesa da sua estratégia. «O modelo de gestão é o mesmo que proporcionou este estádio, o centro de estágio, a recuperação da credibilidade e que transformou o Benfica... É um modelo apreciado. Quando se perde deixamos de ter esse modelo fantástico... mas não altero o caminho. Tenho a noção exacta de que é esse modelo que os sócios querem», atirou.

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