Euclides Silva reagiu assim às declarações da Juventude do Partido Africano da Independência de Cabo Verde (JPAI) , segundo as quais se deveria limitar para o máximo de três mandatos dos presidentes das câmaras e assembleias municipais, para se evitar a “perpetuação no poder”.

“Entendemos que a democracia não é chafariz que cada um vai lá colocar na fila à espera da sua vez para encher a vasilha. Democracia é o povo que escolhe e é o povo que, em última instância, pode limitar ou não um mandato a um presidente de câmara”, disse, ao ser questionado pelos jornalistas, no âmbito de uma conferência de imprensa para dar a conhecer o programa da III Universidade de Verão da Academia do MpD.

Euclides Silva afirmou ainda que sobre este tema, a “JpD não tem uma posição definida”, mas que estão abertos para debater, não só com a sociedade civil, mas também com os militantes, com vista a terem uma posição definitiva.

Em relação à paridade nas listas defendida pela JPAI, em conferência de imprensa no passado dia 06, o presidente da JpD segue na mesma linha, afirmando que as mulheres, hoje, estão tão “bem preparadas quanto os homens para nos representar”.

Conforme disse, nas Universidades de Verão e nas escolas da Academia do MpD, as mulheres estão sempre em maioria, por isso, do seu ponto de vista, vai ser um “processo natural” que as mulheres nas próximas eleições vão estar “quase em igual número que os homens”.

No que toca à questão da participação dos mais jovens na política, Euclides Silva defendeu que na JpD esta questão não se coloca, uma vez que, na actual bancada do MpD no Parlamento, cerca de 1/3 dos eleitos vieram das escolas da JpD.

Assegurou ainda que ao longo dos 25 anos, sempre houve figuras da JpD em lugares de destaque nas listas, tanto das legislativas como das autárquicas e como exemplo apontou o edil de São Miguel, Herménio Fernandes, que foi líder da JpD, e vários outros jovens que são vereadores ou deputados municipais.

Entretanto, para Euclides Silva, os jovens devem merecer lugares de destaque nas listas, mas não pelo facto de serem militantes de uma juventude partidária, mas sim pelo trabalho que têm desenvolvido nas suas profissões, nas suas localidades e que possam merecer a confiança dos eleitorados.

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