José da Silva Gonçalves, fez essa apreciação quando apresentava o tema “Resiliência de Cabo Verde: Da Economia Azul à Transição Energética” no fórum “Cabo Verde e os desafios do futuro”, promovido pela Agência de Notícias de Portugal, Lusa, na cidade da Praia.

“A resiliência assim como vantagem competitiva conquista-se e faz-se mesmo em casos de países como Cabo Verde com parcos recursos naturais (…) é resultado e empenho de um povo que luta, constrói e ultrapassa dificuldades no caminhar rumo ao seu pleno desenvolvimento”, disse.

O governante cabo-verdiano, que foi orador num dos painéis em debate no fórum promovido pela Lusa, ressalvou ainda que na sua vertente Economia, Cabo Verde tem dado provas da sua “resiliência” ao fazer bom uso dos recursos marinhos dos mares e oceanos do arquipélago que consistem em mais de 99% do território marítimo sob sua soberania.

Conforme frisou José da Silva Gonçalves, a Economia Azul em Cabo Verde que gravita em trono do mar com cerca de um milhão de Km2, contempla o turismo que contribui com mais de 20% do PIB e a pesca artesanal no qual mais de seis mil homens e mulheres do país ganham a sua vida.

Por esta razão, afirmou que à Economia Azul se inclui a vertente social e ambiental para uma sã convivência entre o homem e o ecossistema marinho.

No que se refere à luta e a tendência para que em 2050 o planeta não tenha mais plásticos do que peixe nos oceanos, garantiu na sua alocução que Cabo Verde está a fazer a sua parte para contribuir para um ecossistema marinho mais saudável e sustentável.

Neste sentido, apontou cinco medidas já levadas a cabo pelo arquipélago em parceria com parceiros internacionais e que tem como propósito marcar a decisão do país em seguir o caminho e que vai de encontro à adopção em 2015 da Carta Política para a Promoção do Crescimento Azul, organização de eventos e participação em encontros sobre Economia Azul em vários países incluído os insulares.

A par isso, referiu-se sobre a criação do Ministério da Economia Marítima com foco na sustentabilidade e desenvolvimento da Economia Azul e a assinatura de um programa de cooperação tripartida com financiamento do BAD e FAO para a criação de documentos estratégicos sobre a economia Azul e a realização em Novembro da 2ª edição da Cabo Verde Ocean Week.

O ministro, que considera a economia azul como um modelo de desenvolvimento que propõe mudanças estruturais no sector econômico, de forma a se basear no funcionamento dos ecossistemas, sublinhou que Cabo Verde é prova cabal de como é possível criar “resiliência” a todos os níveis incluindo na esfera da Economia Azul.

A participação de José da Silva Gonçalves aconteceu no painel dois que teve ainda como orador o ministro da Indústria, Comércio e Energia, Alexandre Monteiro, e o professor do Instituto Superior da Economia e Gestão (ISEG), Manuel Ferreira.

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