“Provocamos este encontro com o objetivo de protestar contra os acontecimentos na rádio, uma grave violação da liberdade de expressão. Estamos a pressionar as autoridades competentes na matéria para agir no sentido de traduzir à justiça os responsáveis”, afirmou Diamantino Domingos Lopes, secretário-geral do Sindicato de Jornalistas guineense.

Além da vigília, o Sindicato de Jornalistas pediu também aos órgãos de comunicação social para realizarem um dia de silêncio, sem notícias, reportagens e programas.

Vários órgãos de comunicação social aderiram à iniciativa do Sindicato de Jornalistas e anunciaram que hoje vão estar em silêncio.

“Com a Zero Comunicação pretendemos mostrar que o setor da comunicação social é vital para o desenvolvimento do país e pedimos para que se mantenham em silêncio durante o dia de hoje para mostrarmos o nosso desagrado com o que se está a passar no setor”, salientou Diamantino Domingos Lopes.

A Rádio Capital FM em Bissau foi vandalizada a 26 de julho por um grupo de homens armados que invadiu as suas instalações e destruiu-as, impedindo a emissora de funcionar.

Apesar das instalações destruídas, a Rádio Capital FM está a transmitir alguns programas através da sua página oficial no Facebook, onde também anunciou que já foi ouvida pela Polícia Judiciária guineense no âmbito da investigação ao ataque.

O ataque motivou reações de toda a sociedade civil guineense e de vários partidos políticos.

O Governo e o Presidente guineenses também condenaram o ataque, que está a ser investigado pela Polícia Judiciária do país.

Os parceiros internacionais da Guiné-Bissau condenaram também o ataque perpetrado contra a Rádio Capital FM, salientando que “violam a liberdade de expressão e o direito à opinião”.

“Tais atos, que violam a liberdade de expressão e o direito à informação das pessoas, são repreensíveis num Estado de direito e minam seriamente a liberdade de opinião, que é fundamental nos Estados democráticos”, referiram as Nações Unidas, União Europeia, União Africana, Comunidade dos Países de Língua Portuguesa e Comunidade Económica dos Estados da África Ocidental.

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