O presidente da câmara Municipal da Praia, Óscar Santos, fundamentou, desta forma, à Inforpress em entrevista exclusiva, sobre os investimentos que despontam no litoral do município, alegando que todos os planos foram submetidos a consulta pública, não obstante mostrar-se “desapontado” com a “fraca adesão” dos munícipes na observação dos dossiês.

“Não são investimentos que acontecem por acaso. São investimento que indicam exactamente o tipo de projectos a serem erigidos”, sustentou Santos, para especificar que a autarquia tem um plano que passa por projectos de enchimentos de areia, de forma que as pessoas tenham mobilidade ao longo da praia, com o objectivo de fazer a ligação de todo o litoral, isto é, desde a Quebra Canela até ao Porto da Praia.

Disse que desta política, a baixa da cidade está a ser transformada com a criação de grandes infra-estruturas comerciais nas praias da Gamboa, Prainha e Quebra Canela através de obras construídas e em execução, mediante concessão, numa parceria publico/privada e que ao mesmo tempo permita a requalificação destas orlas marítimas.

“Como a Câmara não tem meios para investir em toda a cidade, tem obrigatoriamente de depender do sector privado para, lá onde não puder, o sector privado possa erigir empreendimento comercial, mas também com impacto público”, alertou o autarca que deposita grande esperança na construção da marina da Gamboa, com espaços comerciais e futuramente hotéis.

Com estes investimentos, prognostica que toda a faixa litoral da cidade da Praia terá valores e investimentos que trarão impacto positivo na economia, já que mesmo que o proprietário venha a vender a infra-estrutura, o investimento fica implantado.

À volta desta infra-estutura, espera-se gerar outros empreendimentos como restauração, venda de artesanato, transportes e limpezas.

Tudo isto, elucidou, a economia da cidade sai a ganhar, porque os jovens vêm estas infra-estruturas como uma oportunidade de emprego.

Por outro lado, em relação ao embargo das obras na Praça do Palmarejo decretado pelo Tribunal, disse que está muito incomodado, por entender que “está-se a fazer uma injustiça à população da Cidade da Praia e sobretudo aos munícipes do Palmarejo”, com prejuízos enormíssimos para a câmara.

“Uma obra do Estado ou da autarquia local não pode ser embargada”, reclamou, citando o Código do Processo Civil, alegando que o tribunal está a defender a tese que a praça como um bem ambiental não pode ser transferida, quando, a seu ver, a “câmara teve a autorização da assembleia-geral para o lançamento de um concurso público e celebração de um contrato de direitos de superfície com uma empresa privada”.

Em termos legais o tribunal, disse, não indicou um único artigo de uma lei que a autarquia violou, realçando que desde a sentença a obra foi transformada em um buraco de 07 mil metros quadrados, capaz de tornar-se num viveiro perfeito para mosquitos após a queda das chuvas.

Por isso, Óscar Santos exorta a uma decisão rápida para evitar que Cabo Verde no seu todo sofra com o surgimento da malária e evitar que a saúde pública e a imagem do País fiquem em causa.

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