"O Banco Mundial estimou que o custo económico da tempestade de março vai ser de quase 800 milhões de dólares, cerca de 5% do PIB, e o Fundo Monetário Internacional providenciou 118 milhões de dólares num empréstimo de emergência, mas as ajudas de outras fontes têm sido escassas", escrevem os analistas numa nota sobre várias economias da África subsaariana.

Na nota, enviada aos clientes e a que a Lusa teve acesso, os analistas dizem que vão "reavaliar as previsões económicas depois de os efeitos dos ciclones Idai e Kenneth serem mais claros", mas salientam já que "os dois desastres naturais vão desferir um duro golpe na já fragilizada economia moçambicana".

Durante os Encontros da Primavera do FMI, em Washington, o ministro das Finanças moçambicano já tinha dito à Lusa que estimava ter "uma perda de dois pontos percentuais em função do que tinha sido projetado para 2019”, lembrando que as previsões nacionais anteriores apontavam para um crescimento de 3,8%.

O ciclone Kenneth chegou ao Norte de Moçambique classificado com a categoria quatro, a segunda mais grave, com ventos contínuos de 225 quilómetros por hora e rajadas de 270 quilómetros por hora, anunciou hoje o Escritório das Nações Unidas para a Coordenação de Assuntos Humanitário (OCHA).

Apesar de já ter perdido força, continua a provocar chuvas intensas na região e há elevado risco de cheias e deslizamento de terras.

Moçambique volta a ser atingido por um ciclone, depois do impacto do Idai, em 14 de março, que provocou pelo menos 603 mortos.

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