O Instituto Cabo-verdiano da Criança e do Adolescente (ICCA) tem feito o acompanhamento psicológico à família da criança de dez anos do bairro de Eugénio Lima, Cidade da Praia, que continua desaparecida desde 14 de novembro.

A garantia foi dada na capital do país pela presidente do ICCA, Maria José Alfama, em declarações à imprensa à margem do Parlamento Infantil que aconteceu hoje sob o lema “Temos uma proposta para o futuro, oiçam-nos”, para assinalar o 28º Aniversário da Adoção da Convenção das Nações Unidas sobre os Direitos da Criança (CDC).

“Estamos a acompanhar e a dar à família o acompanhamento psicológico no sentido de não deixar passar a esperança”, assegurou a responsável, afirmando que “infelizmente” o papel que cabe ao ICCA não lhe permite uma ação “mais redobrada e mais atuante”, fazendo apenas um trabalho de acompanhamento junto das entidades.

Segundo Maria José Alfama, tentam sempre perceber como é que andam as investigações, fazendo um apelo à família e à comunidade a estarem “mais alerta” e a reforçar a rede da proteção das crianças no sentido que evitar que situações dessas aconteçam.

Em declarações à Inforpress, o pai da pequena Edvania Liciane Carvalho Gonçalves, desaparecida desde o passado dia 14 de Novembro, Vladmir Emanuel Lopes Gonçalves Carvalho, um fuzileiro naval das Forças Armadas, está expectante em relação ao aparecimento da filha para se juntar ao resto da família que está “muito abalada”.

A família não pára de receber amigos, colegas de trabalho e familiares que lhes levam uma palavra de “conforto e solidariedade”.

Edvania, estudante da quinta classe, mora a menos de 20 metros da escola que frequenta. Mas, nesse dia 14 de Novembro, faltou às aulas, que, segundo o pai, “não é habitual” para a filha.

Perguntado se não tem nenhuma suspeita sobre quem terá raptado a sua filha, respondeu nesses termos: “Não temos a mínima ideia. Eu não tenho inimigos. O caso está entregue à Polícia Judiciária (PJ) desde o dia do desaparecimento da Edvania e sabemos que as investigações estão em curso”.

Além da Praia, a menor tem sido também procurada em casa da avó, em São Jorge dos Órgãos, mas sem resultados. Mesmo assim, Vladmir Carvalho disse nunca acreditou que a filha pudesse estar em casa da avó.

SAPO c Inforpress

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