"Ao amanhecer, 29 ativistas da Greenpeace subiram para duas gruas num terminal de carvão do porto de Gdansk", disse Katarzyna Guzek, porta-voz do ramo polaco da Greenpeace.

A polícia de Gdansk confirmou à agência de notícias francesa AFP a operação dos ecologistas, indicando que estava no local, mas não tomaria qualquer medida antes de consultar as autoridades portuárias.

"Primeiro bloqueámos a entrada no porto desta embarcação, agora proibimos a descarga", disse Katarzyna Guzek.

Os ativistas penduraram nas gruas duas faixas, de 20 metros cada, com a inscrição "Polónia sem carvão 2030", pedindo ao Governo polaco que proteja o clima e adote um plano de transição para o abandono do carvão até 2030.

Na noite de segunda para terça-feira, a polícia de fronteira polaca, armada com metralhadoras, entrou no barco da Greenpeace Rainbow Warrior, que estava a bloquear um terminal de carvão no porto de Gdansk, para impedir que o cargueiro atracasse.

Os ativistas ambientais já haviam escrito no casco do cargueiro "Stop Coal (Parem com o carvão)" em grandes letras brancas.

Das 18 pessoas a bordo, duas - uma ativista austríaca e o capitão - foram presas, enquanto as outras dezasseis foram desembarcadas e libertadas após a verificação de identidade.

Os ativistas voltaram para o barco, que foi rebocado para fora do porto.

A procuradoria polaca disse que as decisões sobre as duas pessoas presas serão anunciadas hoje.

O Governo conservador nacionalista polaco optou por reduzir gradualmente a dependência da economia do país do carvão, produto que a Polónia tem reservas significativas.

Varsóvia e Budapeste rejeitaram a proposta da União Europeia de eliminar as emissões de gases de efeito estufa até 2050, dizendo que esse objetivo era incompatível com o desenvolvimento de suas economias.

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