A informação foi avançada hoje, pela ministra da Educação, Família e Inclusão Social, Maritza Rosabal, durante a sua intervenção na cerimónia de abertura da reunião do Grupo Local de Parceiros da Educação (GPLE), que tem por objectivo a apresentação dos resultados do projecto de reforço executados nos últimos seis meses.

“Os dados da gestão a nível do pré-escolar são muito variáveis e flutuantes. Se queremos realmente ter um pré-escolar que caminhe a passos para a universalização, nós temos que saber realmente qual é a nossa situação real”, sublinhou a governante que assegurou que no próximo ano o ministério vai se concentrar no alargamento do Sistema de Gestão Integrada de Educação ao pré-escolar e reforçar as acções com os municípios e as diferentes entidades que trabalhem nesta área.

Segundo explicou a ministra, esta ampliação vai ser feita no âmbito do Cadastro Social Único e vai permitir saber quais são as famílias que realmente necessitam, mas também ver se os apoios estão a chegar realmente a quem precisa, tendo realçado que este instrumento de gestão vai melhorar o desempenho a nível da educação como da área da protecção social.

Entretanto adiantou que o Sistema de Gestão Integrado foi implementado no ensino básico este ano e tem sido um instrumento de gestão “crucial”, sendo que permitiu melhorar, ter informações concretas de estatísticas, fazer um controlo do sistema, explorar as informações e tomar medidas em tempo útil.

Para a governante, o objectivo passa também por criar uma cultura de gestão em tempo útil, tendo sempre como foco mais qualidade e mais rendimento para os alunos.

“Nos congratulamos com os resultados, sendo que os dados estatísticos deste trimestre comparado com o período homólogo do ano transacto indicam melhorias significativas de 10%, em termos quantitativos, mas também a qualidade dos alunos melhorou, o que significa que toda a açcão está a ter efeito positivo e vai ao encontro dos objectivos do projecto”, assegurou.

Maritza Rosabal avançou que com a eliminação do pagamento das propinas até o 8ºano, houve um aumento de matrículas no 7º e 8º ano de escolaridade, o retorno à escola de adolescentes que se encontravam fora do sistema escolar.

“Por outro lado, é necessário ainda reforçar as actividades na área das necessidades educativas especiais, capacitar os professores, criar condições físicas e especializar sendo que temos muitas fragilidades”, constatou a ministra que disse que uma grande parte da verba deste projecto vai ser canalizada nesta área no ensino básico como no pré-escolar.

Na ocasião garantiu que as acções do Governo estão conectadas com a agenda internacional dos Objectivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) de modo a cumprir a agenda 2030.

Cabo Verde tornou membro da Parceria Global para a Educação, depois do Ministério da Educação ter apresentado o Plano Estratégico da Educação 2017/2021, que visa garantir uma educação de qualidade inclusiva e equitativa em linha com os Objectivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) número 4.

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