Esta é uma medida do Conselho de Ministros, que aprovou, na sua reunião de terça-feira, um projeto de resolução que cria uma estrutura com o objetivo de elaborar um plano de ação “concreta e imediata” para resolver os problemas causados por esses navios no Porto Grande.

Segundo o porta-voz da reunião, o ministro Fernando Elísio Freire, essa estrutura será integrada pelo capitão dos portos de Barlavento, pelos Comandos da Polícia Marítima e da Guarda Costeira, pela Enapor (administração dos portos), pelo Instituto Nacional da Gestão do Território, pelo Ministério das Finanças, pela Câmara Municipal de São Vicente e pelo Ministério da Economia Marítima.

O ministro de Estado, dos Assuntos Parlamentares e Presidência do Conselho de Ministros e ministro do Desporto lembrou que esses navios abandonados representam “uma situação muito complicada para o Porto Grande” pois, ao longo dos anos têm criado problemas ambientais à navegação e afetado a própria imagem da baía.

“O Governo quer resolver esta situação imediatamente”, afiançou Elísio Freire, acrescentando que a estrutura terá como missão “criar um plano de ação em termos operacionais e financeiros”, durante um mês, para que a situação seja resolvida o mais rápido possível.

O porta-voz da reunião ministerial acredita que, com isso, o executivo está a dar “um passo importante” para resolver um dos problemas da baía do Porto Grande, uma das mais belas do mundo, e permitir que ela possa ter condições e espaço para acolher o porto de cruzeiros.