A informação foi revelada pelo Governo através de um comunicado de imprensa enviado, este domingo, à Inforpress, adiantando que no âmbito do contrato assinado, o parceiro estratégico não poderá alienar a suas acções durante um período de 5 anos tendo para tal de ter autorização do Governo.

Com esta operação, prossegue o Governo, a Cabo Verde Airlines passa a representar um “importante” instrumento de alavancagem do sector dos transportes contribuindo consequentemente para o desenvolvimento económico do país.

Entretanto, explicou que o accionista Estado vai continuar o seu desinvestimento na empresa, realizando brevemente a alienação de 10% do seu capital social aos trabalhadores e emigrantes, mantendo-se com 39% das acções da companhia, que serão alienados ainda em 2019 a investidores nacionais e internacionais.

“Com a combinação da venda dos 51% do capital social e essas medidas, o Governo foi para além de salvaguardar o interesse nacional, transformou uma empresa tecnicamente falida, numa empresa que vai levar Cabo Verde ao mundo e apoiar a aceleração do crescimento económico do país, criando assim riqueza e novos postos de trabalho”, lê-se na nota.

O comunicado do Governo explica, ainda que à semelhança do que acontece em muitas paragens, na eventual renovação da imagem da marca da TACV, serão mantidas as referências a Cabo Verde, por forma a garantir que a companhia mantenha a sua ligação com o arquipélago.

Ainda, segundo a fonte governamental, os acordos firmados prevêem ainda a possibilidade de voos ponto a ponto Praia/Lisboa, Praia/Boston e São Vicente/Lisboa, desde que sejam rentáveis, acrescentando, por outro lado que o Governo e o parceiro estratégico acordaram no sentido de trabalharem para o aumento de oportunidades de emprego e de desenvolvimento de competências na área dos transportes aéreos.

O Governo lembrou, por outro lado, que a TACV, até à sua reestruturação e o seu saneamento financeiro, estava tecnicamente falida e continuava a operar porque o Estado de Cabo Verde cobria os seus deficits financeiros, que chagaram a superar os 30 milhões de euros anuais, um valor que sustentou, era insustentável para a economia nacional.

Assim, prossegue a mesma fonte, o Executivo decidiu reestruturar a empresa TACV, mantendo os postos de trabalhos e criando novas oportunidades de negócios e de empregos, visando aumentar de forma significativa o contributo da actividade de transportes aéreos para o crescimento económico do país.

Para o processo de reestruturação, foi dada especial atenção às dívidas da empresa, que já tinham ultrapassado os 100.000.000 de euros, tendo sido iniciado um trabalho de renegociação com os credores e fornecedores da empresa.

“O valor patrimonial da empresa foi estabelecido no montante de 9,2 milhões de euros sendo que 5,48 milhões de euros representavam os activos imobiliários. O valor patrimonial excluindo os imóveis totaliza assim os 3,7 milhões de euros”, destacando, no entanto, que, no âmbito das negociações feitas, foi possível excluir todos os activos imobiliários dessa transacção.

Neste sentido, asseverou o Governo, a Loftleidir Cabo Verde será sócia maioritária com 51% das acções na companhia.

Jens Bjarnason foi nomeado como novo Chief Executive Officer (CEO) da Cabo Verde Airlines, companhia de bandeira de Cabo Verde.

A Loftleidir Icelandic, empresa subsidiária do grupo Icelandair, detém 70% das acções na Loftleidir Cabo Verde, enquanto que os restantes investidores 30%.

A empresa tem vindo a trabalhar em regime de consultadoria com a Cabo Verde Airlines, desde 2017 na restruturação da companhia e a desenvolver uma estratégia para o futuro da empresa.

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