Numa nota divulgada hoje, Olavo Correia, que é também ministro das Finanças, garantiu que o Governo está a preparar, em conjunto com a Câmara Municipal da Praia, a “devida resposta à situação difícil vivida” na capital cabo-verdiana, após as fortes chuvas que se fizeram sentir, sobretudo no sábado.

“Estamos a pôr de pé um programa de emergência que, em primeiro lugar, visa desobstruir as vias, fazer as limpezas e reconstruir as infraestruturas que foram atingidas, particularmente os muros e outras. A prioridade absoluta é proteger as pessoas e os seus bens”, afirmou.

O governante acrescentou que avança para já uma intervenção para “colocar a cidade na retoma da sua normalidade” e “só depois” as “intervenções mais estruturantes”.

“Que vão exigir mais tempo de preparação para compor um bom programa com a mobilização de recursos, quer através do Orçamento do Estado quer através dos nossos parceiros”, disse ainda.

As fortes chuvas que caíram na Praia, sobretudo na madrugada de sábado, provocaram enxurradas, cheias, desabamentos e destruição de estradas e outras vias de acesso um pouco por toda a capital. Numa das enxurradas, um bebé de seis meses foi levado pelas águas e morreu.

Ainda na capital, dezenas de famílias foram realojadas nas últimas horas pela proteção civil.

A capital cabo-verdiana necessita de investimentos de 2,3 milhões de euros para “repor a normalidade”, após as cheias provocadas pelas fortes.

A avaliação foi feita numa reunião entre o primeiro-ministro, Ulisses Correia e Silva, vários ministros e os presidentes de câmara do país, num primeiro balanço dos estragos causados pelas fortes chuvas que caíram até segunda-feira no arquipélago, sobretudo no sábado na ilha de Santiago, afetando especialmente a Praia.

No final da reunião, o ministro de Estado e da Presidência do Conselho de Ministros, Fernando Elísio Freire, explicou que o levantamento preliminar aponta para a necessidade de uma “intervenção emergencial para repor a normalidade” na cidade da Praia de cerca de 258 milhões de escudos (2,3 milhões de euros).

“E tendo em conta isso, o Governo, em articulação com a Câmara Municipal da Praia, irá imediatamente atuar. Nas limpezas, desobstrução de vias, reposição da normalidade nos vários sítios que estão com dificuldades”, afirmou.

De acordo com o governante, nos próximos dias avançam “trabalhos estruturantes para drenagem da água na cidade da Praia”, e outras obras em articulação com a Câmara Municipal da Praia.

“Essa chuva provocaria estragos em qualquer país do mundo. Tendo em conta a própria orografia da cidade da praia, a estrutura de ordenamento, houve bairros que passaram por muitas dificuldades. O Governo tem noção disso, por isso é que irá intervir. E irá intervir com força para repor a normalidade e depois intervirá de forma estruturante”, acrescentou Fernando Elísio Freire.

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