“Este é o norte que o Presidente [Juan Manuel Santos] delineou para nós. Um cessar-fogo bilateral implica, antes de tudo, salvar e proteger as vidas dos colombianos envolvidos neste conflito armado”, declarou na terça-feira o responsável pelas negociações do Governo com o ELN, Gustavo Bell.

O quinto ciclo das negociações terminava a 12 de junho mas foi prorrogado até sexta-feira. Bell disse esperar que seja suficiente para “promover o desenvolvimento da agenda” e culmine num acordo de paz antes do final deste ciclo.

O processo deve “ser firme” para que os benefícios possam continuar no próximo governo”, reiterou.

Na segunda-feira, a guerrilha anunciou a suspensão das “operações militares” durante o fim de semana da segunda volta das eleições presidenciais.

No próximo domingo, os colombianos escolhem o sucessor de Juan Manuel Santos numa disputada segunda volta entre o candidato conservador Ivan Duque, do Centro Democrático, e Gustavo Petro, candidato de esquerda.

O quinto ciclo das conversações de paz entre o Governo da Colômbia e o ELN foi suspenso por acordo mútuo devido à primeira volta das eleições presidenciais, dia 27 de maio, tendo sido retomado no dia 30 do mesmo mês.

O ELN é a única guerrilha que permanece ativa no país após o acordo de paz alcançado entre o Governo e as antigas Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (FARC), em 2017.

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