“São esses valores e princípios que fazem  grandeza do enfermeiro ou da enfermeira”, admitiu Fernando Elísio, ao presidir ao acto de abertura do  primeiro Congresso Internacional de Enfermagem em Cabo Verde, evento esse que assinala  dez anos  de formação superior no sector.

Para o governante, a classe dos enfermeiros  constitui “pilar fundamental” de qualquer sistema de saúde e, por isso, revelou, o Governo vem trabalhando no sentido de “valorizar e dignificar cada vez mais” esta profissão e fazer destes profissionais um “real interlocutor” do Ministério da Saúde na definição de políticas publicas para o sector.

Segundo Fernando Elísio Freire, é assim que nos últimos três anos o Governo conseguiu aprovar, no parlamento, a nova carreira de enfermagem, assim como estatutos que criam a Ordem dos Enfermeiros.

Anunciou “para breve” a entrada de mais 179 enfermeiros no Sistema Nacional de Saúde, totalizando, segundo o ministro, cerca de mil profissionais desta aérea de saúde, o que vai “melhorar o rácio enfermeiro por habitantes”.

Na perspectiva do ministro de Estado e dos Assuntos Parlamentares, o objectivo é o de levar a saúde “mais próxima do cidadão”, reforçar o contingente de enfermeiros nos serviços hospitalares, contribuir para o aprimoramento  dos serviços que prestam à população, e, assim, o país estará a dar um “passo decisivo” em ordem ao cumprimento dos Objectivos do Desenvolvimento Sustentável (ODS).

“Apesar de todos esses esforços e  reconhecidos ganhos para  o Sistema Nacional de Saúde, precisamos continuar a trabalhar  para, paulatinamente,  reduzirmos a carência de recursos humanos no sector da saúde”, realçou Fernando Elísio Freire, destacando a área da enfermagem.

Assegurou, por outro lado, que o país continuará a apostar na formação de enfermeiros com “qualidade e preparados para trabalhar  não só no território nacional, como também em qualquer parte do mundo”.

Destacou ainda que o país precisa de enfermeiros virados não só para a prestação de cuidados de saúde, mas também que tenham “altas competências” em gestão, investigação e pesquisa.

“Iremos continuar a trabalhar por forma que esta nobre profissão [dos enfermeiros] seja cada vez mais atractiva”, assegurou o governante, ressaltando que hoje é notório o número crescente de pessoas que se interessam pela enfermagem.

A realização deste  I Congresso Internacional de Enfermagem, ainda segundo o ministro de Estado,  significa “dinâmica e interesse académico” que a classe vem demonstrando.

Por sua vez, a coordenadora do curso superior de enfermagem na Universidade de Cabo Verde de Cabo Verde (Uni-CV), Deisa Semedo, classificou de “sucessos” esses primeiros dez anos, apontando o impacto  que isto vem tendo na sociedade.

“Quando se fala de enfermeiros formados na Universidade de Cabo Verde, se vê o impacto que isto tem porque nós privilegiamos a qualidade”, defendeu aquela responsável, acrescentando que a Uni-CV prepara enfermeiros aptos para trabalharem não só no país, como também no exterior.

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