“Esta instituição terá como papel essencial criar as condições para uma boa integração dos imigrantes em Cabo Verde, seja a nível de inclusão social, seja a nível da documentação”, precisou o governante, reconhecendo que existe “muita ansiedade” quanto à legalização dos imigrantes.

Paulo Rocha anunciou a criação da instituição durante o debate com os deputados sobre a questão da segurança no país, uma iniciativa do grupo parlamentar do Partido Africano da Independência de Cabo Verde (PAICV – oposição).

Em declarações à imprensa, à margem do debate, adiantou que a nível dos Serviços de Emigração e Fronteiras se está a “digitalizar e informatizar processos físicos” desde 1979 e tem sido um “trabalho duro”.

“Acreditamos que, com este processo concluído, será possível implementarmos o título de residência de estrangeiros electrónico, tal e qual o passaporte electrónico e o cartão nacional de identificação”, indicou o ministro, acrescentando que isto “facilitará o processo das renovações” dos documentos.

Segundo ele, a criação da AAI vai permitir “concentrar todos os serviços que têm a ver com imigrantes” numa única instituição, o que facilitará a vida às pessoas e, logo, o processo de integração.

Instado se o Governo estará aberto a admitir representantes dos imigrantes na AAI, Paulo Rocha sublinhou que esta questão ainda não discutida, mas que “todos os cenários estão em aberto”.

Confrontado com reclamações por parte de turistas que dizem ficar muito tempo na fila para pagarem as taxas de segurança aeroportuária, esclareceu que o sistema implementado obrigado que as pessoas façam um pré-registo antes de chegar ao país e, segundo ele, “fazendo o registo e o pagamento online, não terão que enfrentar filas”.

“Estamos a trabalhar no sentido de sensibilizar e comunicar aos turistas para fazerem este pré-aviso para evitarmos esta situação (de filas)”, garantiu o ministro da Administração Interna.

De acordo com as suas palavras, um outro problema prende-se com o facto de os turistas fazerem o pré-registo em cima da hora e, depois, “não há tempo para a devida compensação bancária e, quando chegam, não há no sistema informação sobre o pagamento, o que obriga a uma cobrança na hora”.


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