A informação foi avançada pelo Governo em comunicado em que aponta que após “um rigoroso” período de negociação, as partes chegaram a acordo relativamente aos termos da venda dos 51% das acções da TACV ao “parceiro estratégico” Lofleidir Cabo Verde.

Mais informou a mesma fonte que o contrato entre o Estado de Cabo Verde e a Loftleidir Cabo Verde, de compra e venda dessas acções, vai ser assinado nesta sexta-feira, 01 de Março.

A privatização da TACV, lê-se no documento, foi assumida “desde sempre como uma das prioridades” do actual Governo.

As justificativas, prossegue a mesma nota oficial, por um lado, baseiam-se no “risco orçamental e fiscal eminente” que a empresa vinha representando ao longo de anos.

Por outro, acrescentou, “porque o Governo acredita que a reestruturação, com a participação de parceiros com know-how, seria a melhor via de se precaver eventuais custos económicos que uma liquidação total da empresa representaria para o país”.

“Diante da já conhecida situação financeira deficitária da companhia aérea de bandeira nacional há anos e visando colocá-la em boas condições para a sua privatização, o Governo decidiu avançar com um ambicioso programa de reestruturação da empresa em Maio de 2017”, lê-se na nota publicada na página oficial do Governo, no Facebook.

O mesmo documento relembra que em Agosto de 2017 deu-se início a uma parceria entre o Estado de Cabo Verde e o Grupo Icelandair, “um grupo com experiência internacional reconhecida e com know-how em matéria de aviação comercial”.

Acrescenta que outra “grande vantagem” da parceria estabelecida com o Grupo Icelandair passa pelo facto de este ter montado o hub aéreo da Islândia, “tendo este se tornado a plataforma de distribuição de passageiros e cargas entre o norte da Europa e os Estados Unidos da América”.

Na nota o Governo assinala que a 27 de Julho de 2018 a Loftleidir Icelandic submeteu ao Governo de Cabo Verde uma proposta vinculativa para a aquisição de 51% das acções dos TACV, tendo posteriormente proposto utilizar como veículo de aquisição da referida participação a sua participada, a Loftlider Cabo Verde, algo que mereceu “a não objecção” do Governo.

A Loftleidir Cabo Verde, informou o Governo,   é uma empresa detida em 70% pela Loftleidir Icelandic EHF, e em 30% por empresários islandeses com experiência no sector da aviação.

Para o Governo está-se perante “um momento histórico” para Cabo Verde, que assegura a continuidade da companhia de bandeira e, “certamente,   um “importante passo” para a materialização do hub aéreo que estará baseado na ilha do Sal.

“Esta opção permitiu salvaguardar postos de trabalho permitindo certamente a possibilidade de ganhos enormes ao país nos mais diversos sectores da economia com a aceleração da implementação do hub. O país terá um maior número de conexões aéreas com o mundo para suportar o desenvolvimento do turismo, bem como uma maior proximidade entre Cabo Verde e a nossa comunidade de imigrantes”, lê-se na nota.

Além disso, acrescentou, a aceleração da implementação do hub poderá proporcionar “um vasto leque” de oportunidades para as empresas de gestão aeroportuária, de abastecimento em fuel e de handling no Aeroporto Internacional do Sal, entre outros, criando assim “novas oportunidades” de negócios e, consequentemente, “novos postos de trabalho”.

“Com o fecho deste processo, o Governo vem cumprir com um dos seus importantes compromissos com os Cabo-verdianos. Acreditamos que somos capazes de transformar essas belas ilhas e estamos metodicamente realizando este objectivo para o bem do país”, finalizou.

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