O secretário-geral da Frente de Libertação de Moçambique (Frelimo), Roque Silva, numa declaração à imprensa, pediu a todos os moçambicanos a “serenidade necessária”, numa altura em que “decorre o apuramento de resultados” e até que “os órgãos competentes façam a sua divulgação”.

Para Roque Silva, o escrutínio de terça-feira foi um “ganho para todos os moçambicanos”, que tiveram, uma vez mais, a oportunidade de escolher os seus dirigentes, fortalecendo a democracia no país.

Embora admita o registo de um ou outro caso ilícito, o secretário-geral do partido no poder em Moçambique faz um balanço positivo do processo, destacando o papel dos órgãos eleitorais, além dos observadores.

"Aproveitamos para saudar aos mais de 41 mil observadores nacionais e internacionais que, através do trabalho que fizeram, dão mais legitimidade a este processo", acrescentou Roque Silva.

A votação e contagem de votos já tinha sido classificada como, no geral, ordeira e pacífica por grupos de observação eleitoral e pela polícia moçambicana, apesar da detenção de mais de 70 pessoas durante o processo por irregularidades.

Desde terça-feira, após o encerramento das urnas, que decorre a contagem de votos nas 20.162 mesas em que os moçambicanos votaram para escolher o Presidente da República, 250 deputados do parlamento, dez governadores provinciais e respetivas assembleias.

A lei prevê que o anúncio oficial dos resultados seja feito pela Comissão Nacional de Eleições (CNE) até dia 30, mas o apuramento de cada uma das 11 províncias deve ser conhecido dias antes.

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