O ato foi presidido pelo Chefe de Estado-maior das Forças Armadas (CEMFA), o Major –General, Anildo Morais, que explicou que a intenção é o de perpetuar na memória do coletivo das novas gerações o feito desse combatente da liberdade da pátria.

“Justino Lopes deu uma contribuição muito grande em prol da libertação nacional. Ele, cidadão deste país, originário de Santa Catarina encorpou na luta armada e sua contribuição foi também decisiva para o sucesso da luta armada na Guine- Bissau”, disse Anildo Morais.

O responsável das Forças Armadas Cabo-verdianas frisou que celebrar o Dia da Unidade Justino Lopes deve ser uma oportunidade de revisitar a “rica história” desta unidade que ao longo do tempo tem sabido de “forma excecional” traduzir na prática os valores que norteiam as Frocas Armadas de Cabo Verde.

Conforme acrescentou, essa unidade tem cumprido as suas missões com eficiência e eficácia, abnegação e sentido do dever num continuado desejo de evolução, apanágio daquilo que deve ser o militar.

“Tal exercício não foge à pessoa do seu patrono, figura impar e merecedora, granjeando de grande respeito e admiração por todos os seus camaras de luta. Justino Lopes foi um dos caiu durante a luta, mas tendo conseguido dar um contributo extramente relevante e que s e sente até hoje”, sustentou.

Para além da inauguração do busto que fica no centro do comando, o ato solene das comemorações alusivas ao Dia da Unidade Justino Lopes, ficou marcado ainda pela condecoração do Comando da 3ª Região Militar, apresentação da força e demonstração de tattoo militar e técnicas de controlo de tumulto.

O comandante da região, o tenente coronel, Mário Vaz Furtado, destacou a necessidade de se investir cada vez mais na preparação individual e coletiva tanto a nível profissional como humanístico.

Elevar o nível operacional da região, garantir as melhores condições de vida e de trabalho possíveis aos efetivos, estreita cooperação e colaboração como as populações vizinhas são os desafios apontados pelo comandante, que demonstra o engajamento e dedicação da unidade em alcançar esses desideratos.

Nascido a 18 de Março de 1925 em Santa Catarina, ilha e Santiago, Justino Lopes viajou para Angola aos 22 anos. Porém devido aos maus tratos praticados pelos colonialistas refugiou-se na República Democrática de Congo, onde esteve durante 22 anos.

Em 1968 partiu para União Soviética onde fez a preparação militar em artilharia. De regresso à Guiné Conakry participou em várias ações militares. No dia 10 de Fevereiro de 1970 na sequência de um ataque foi atingido mortalmente.