Depois de tomar conhecimento da ocupação por parte de cerca de duas dezenas de pessoas dos apartamentos em fase incipiente de construção, a IFH, na qualidade de proprietária do empreendimento accionou a justiça para a desocupação dos apartamentos do empreendimento “Casa para Todos”.

O recurso ao tribunal surgiu depois da equipa da Imobiliária Fundiária Habitat (IFH), que se deslocou à ilha do Fogo para se inteirar da ocupação dos apartamentos do empreendimento, não ter convencido os ocupantes a deixarem os apartamentos, segundo o administrador da Imobiliária Fundiária Habitat, Carlos Évora.

O conjunto habitacional, adiantou aquele responsável, não dispõe de condições de habitabilidade de modo a permitir a Imobiliária poder dar continuidade, no futuro, às obras visando a sua construção.

O advogado da Imobiliária Fundiária Habitat (IFH) disse à Inforpress que os ocupantes começam a ser ouvidos ainda esta sexta-feira, pouco mais de 24 horas após a entrada da providência cautelar, solicitando ao tribunal que ordene a liberalização do espaço, porque entre a IFH e os ocupantes não existe qualquer tipo de contrato ou acordo, nem de cedência, compra e venda ou de arrendamento.

A ocupação dos apartamentos de Xaguate Cima aconteceu, depois da ocupação, no ano passado (Abril) dos apartamentos do empreendimento “Casa para Todos” do bairro de Fonte Aleixo/Cobom, São Filipe, que estavam praticamente concluídas e com portas, janelas e instalações sanitárias em alguns casos, e a proprietária do empreendimento aguarda ainda por uma decisão judicial visando a desocupação do espaço.

No quadro do programa “Casa para Todos” a ilha do Fogo foi contemplada com cerca de 200 moradias (196) das classes A, B e C, das quais 112 foram concluídas, sendo 52 no município dos Mosteiros e 60 no de Santa Catarina do Fogo, e 84 habitações no município de São Filipe, nos bairros de Cobom (24) e Xaguate Cima (60) ainda por concluir, mas já estão praticamente ocupados.

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