Professor do Ensino Básico Integrado (EBI) e emigrante, há vários anos, em Portugal, Barbosa Amado avançou à Inforpress que desde o final do ano passado (31 de Dezembro) que, através dos correios e com aviso de recepção, encaminhou ao Ministério Publico junto da Comarca de São Filipe e com conhecimento à Procuradoria-geral da República, um “conjunto de factos” que considera ilícitos para investigação, já que alguns são de natureza pública, mas que “não há qualquer resposta”.

Dos factos denunciados e que solicitou a intervenção do Ministério Público, este apontou o negócio praticado pela autarquia onde o principal cliente/fornecedor de bens e materiais de construção civil é um eleito municipal, sublinhando que “a compra dos referidos materiais vem como formas expansionistas e método de compra de votos”.

Segundo o mesmo, tal prática viola o princípio da igualdade previsto na Constituição da República perante os demais comerciantes na ilha, além da falta de transparência, observando que o valor dos bens/materiais fornecidos é superior ao de outros comerciantes da praça.

Por outro lado, este apontou a existência de casos de perseguição política, indicando que o próprio tem efectuado petições à câmara no sentido de criar um espaço verde numa área privada que será transformado numa unidade turística, mas sempre lhe foi negado esse direito, enquanto a autarquia favorece outros, supostamente da mesma cor política.

João de Deus Barbosa Amado estranha o silêncio das autoridades e apontou que a denúncia deu entrada numa sexta-feira à tarde, mas que no dia seguinte foi publicada uma informação na rede social da câmara de São Filipe, anunciando a disponibilização de 33 mil escudos às pessoas em dificuldades, correspondente a seis meses de subsídio de cinco mil e quinhentos escudos mensais.

O mesmo indica ainda que este acto é “manobra eleitoral”, pois conhece pessoas com deficiência a 100 por cento (%) e que não foram contempladas, acrescentando que “se fosse por razão social porque estes casos não foram beneficiados com este montante”.

João de Deus Barbosa Amado estranha igualmente o facto de a câmara deixar passar seis meses para atribuir os subsídios de cinco mil e quinhentos escudos mensais quando o correcto, e tendo em conta as dificuldades das pessoas, seria atribuição mensal.

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