O município de São Filipe, segundo Jorge Nogueira, elegeu os setores do turismo, agricultura na sua vertente de fruticultura e agroindústria como as prioridades das prioridades para o seu desenvolvimento económico, mas adianta que “não se pode desenvolver o turismo e almejar aquilo que se estabeleceu como meta no programa, quando ainda a capacidade de respostas em termos do transporte está muito aquém daquilo que se deseja”.

“Não estamos satisfeitos e a nossa meta não é ter apenas dois voos diários para o Fogo dadas as potencialidades e os projetos que estamos a trabalhar”, afirmou o autarca em entrevista à Inforpress, sublinhando que a ambição é ter um número muito maior de voos para a ilha.

É nesta perspetiva que a edilidade está a negociar quer com o Governo como a companhia Binter, o aumento de voos para o Fogo, referiu Jorge Nogueira, indicando que há poucos dias esteve na ilha a diretora-geral adjunta da companhia aérea para analisar e discutir com as autoridades estas questões.

O autarca disse que a edilidade dispõe de informações que vai encaminhar para Binter conforme ficou acordado, que demonstram o número de turistas que querem visitar a ilha do Fogo, indicando que um estudo relativo aos turistas que chegam ao Sal e Boa Vista demonstra que mais de 20 por cento (%) deseja passar uma ou mais noites no Fogo mas não existem voos diretos dessas duas ilhas para o Fogo.

Para Jorge Nogueira, as condições atuais não satisfazem, pela procura existente e pela ambição que as autoridades locais têm para o desenvolvimento do turismo, observando que está-se a trabalhar um plano de desenvolvimento turístico, mas que o mesmo não é para meia dúzia de turistas, mas para que haja condições para que muita mais gente possa visitar a ilha.

O aumento de turistas, explicou o presidente da câmara de São Filipe, passa pelas ligações diretas Sal/Fogo e Boa Vista/Fogo e pelo aumento de mais um voo diário entre Praia/São Filipe, passando a ter três voos diários.

Para o aumento de mais um voo diário, a edilidade vai enviar as informações solicitadas pela companhia, indicando que “mesmo três voos diários são insuficientes porque quando mais voos existirem maior será a procura”, dai que a resolução do problema, segundo Jorge Nogueira, passa pela iluminação da pista no próximo ano, conforme garantias e confirmação do Governo e da ASA, empresa que gere os aeroportos.