A XIX edição do Festival de Santa Maria, ilha do Sal, marca a transição do evento que já tem dimensão internacional. O festival está integrado nas festas do município do Sal que este ano celebra os 200 anos de história da ilha e homenageia Manuel António Martins, grande impulsionador do desenvolvimento da ilha.

O festival contou com um menor número de artistas que o habitual mas não deixou de primar-se pela qualidade. Ao abrir o espectáculo o grupo salense Cretcheu deu provas de grande execução musical e entusiasmou os presentes que os aclamaram até o final da actuação. Seguiram-se os “Ferro Gaita” que, após a afinação das gaitas e dos ferros, convidaram os presentes a dançarem ao ritmo dos temas tradicionais de Cabo Verde.

A “botar para quebrar” estiveram os Maria Caipirinha, do Ceará. A bebida tradicional brasileira e um dos nomes mais usados universalmente baptizaram a banda que levou o público a dançar e a requebrar desde o samba ao moderno creu.

Os “Da Weasel” trouxeram o hip hop com sonoridade portuguesa e crioula arrasando as centenas de pessoas que povoavam as areias de Santa Maria.

Para encerrar, e com igual energia que os primeiros, subiram ao palco os Cabo Verde Show que cantaram e tocaram até o nascer do dia.

O público não arredou o pé até o final e prometem regressar hoje, porque festival é música, praia e muito convívio, ingredientes esses que não faltam na praia de Santa Maria. A partir das 19 horas sobem ao palco: Colectivo Sal, Suzanna Lubrano, Cesária Évora, Grace Évora e Steel Pulse.

Hilda Teófilo@