Grande parte dos esforços para retirar esses obstáculos concentrou-se, nos últimos dias, na comunidade conhecida como Vila Kennedy, na zona oeste da cidade carioca, onde as Forças Armadas utilizaram “maquinaria pesada” para desimpedir algumas vias, indicou a TV Globo.

O objetivo é permitir que os diversos corpos policiais possam circular sem problemas por essas zonas e evitar que os “supostos bandidos” voltem a instalar as barricadas, se bem que algumas delas foram novamente erguidas na segunda-feira, segundo a mesma estação televisiva.

A segurança do estado do Rio de Janeiro, que enfrenta uma grave onda de violência, está nas mãos do Exército desde que o Presidente brasileiro, Michel Temer, assim o determinou num decreto assinado a 16 de fevereiro e aprovado pelas duas câmaras do parlamento poucos dias depois.

A crise de violência que abala o Rio saldou-se, no ano passado, em 6.731 homicídios, entre os quais os de mais de 100 polícias e uma dezena de menores por “balas perdidas”.

Só no passado mês de janeiro, o estado do Rio, cuja população se concentra maioritariamente na região metropolitana da capital homónima, registou uma média de 21 mortes violentas por dia.

A previsão é que as Forças Armadas obtenham o controlo da segurança no Rio até finais deste ano, embora Temer tenha dito que poderá levantar a medida antes, se a situação na região estiver normalizada.

A intervenção federal foi amplamente criticada por movimentos sociais e setores da oposição, que consideram que a decisão de Temer foi motivada por fatores políticos e eleitorais, uma tese que o chefe de Estado categoricamente rejeita.

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