A nota enviada à redação, diz que “contrariamente ao que foi veiculado por um órgão de comunicação local cabo-verdiano, a recente apreensão e transferência de gasolina proveniente do Irão ocorreu em águas internacionais e não tem qualquer relação com Cabo Verde”.

De acordo com a nota, “a operação não teve envolvimento das Forças Armadas ou da Guarda Costeira dos Estados Unidos, e nem a presença física de quaisquer autoridades norte-americanas ou a assistência de qualquer governo estrangeiro. Essa operação está relacionada com processos judiciais dos Estados Unidos e foi realizada de acordo com as normas e princípios de direito internacional.”

A nota explica ainda que a apreensão foi feita “à luz de um mandato emitido por um juiz federal dos Estados Unidos em 2 de julho de 2020″ e que  “funcionários dos Estados Unidos contactaram os armadores da embarcação e efetuaram a transferência da carga de gasolina para outras embarcações visando o seu transporte posterior para os Estados Unidos onde decorre o processo de arresto no tribunal Norte-Americano.”

Notícias veiculadas em Cabo Verde e na imprensa internacional, davam conta de que dois dos quatro navios navegavam por águas de Cabo Verde quando a administração Trump moveu a acção para a sua apreensão. Os outros terão sido apreendidos em Omã.

No total, trata-se de 1,116 milhões de barris de petróleo, transportados em quatro navios, que, com a ajuda de sócios estrangeiros que não foram identificados, estão sob custódia dos EUA.

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