Olavo Correia fez esta afirmação à imprensa, após a reunião do Conselho de Concertação Social (CCS), durante a qual foi adoptado um acordo tripartido com medidas de natureza fiscal, financeira e de segurança social, para mitigar os efeitos da pandemia da Covid-19.

Segundo explicou, “nunca tínhamos sido confrontados com uma crise dessa envergadura, tanto para Cabo Verde, como para o mundo”, provocada pela pandemia do Covid-19.

O governante avançou que, em primeiro lugar, é preciso proteger a vida das pessoas, por isso todo o esforço do Governo neste sentido.

“Temos de cuidar também do rendimento e do emprego dos cabo-verdianos, que estão hoje ameaçados por esta pandemia”, salientou.

Conforme disse, Cabo Verde tem hoje mais de 200 mil pessoas empregadas, das quais cerca de 80 mil estão no sector privado e 20 mil estão no sector do turismo, restauração e actividades conexas e a prioridade do Executivo é trabalhar com esses sectores e sindicatos para proteger cada emprego e garantir o rendimento das pessoas.

“Nos próximos três meses, não podemos governar para as estatísticas, nem para os indicadores e os rácios económicos”, sustentou.
Destacou que o acordo tripartido é histórico e demonstra como todos estão comprometidos com o desafio, para que se possa assegurar as condições de vida aos cabo-verdianos durante esse período de pandemia.

Por isso, referiu que as medidas anunciadas, quer em termos de acesso a liquidez, quer em termos de criação de condições, permitindo que as empresas tenham maior espaço de política fiscal, com prazo de pagamentos mais alargados, e com renegociação de prazo de pagamento de impostos, permitem que nos próximos três meses não ponham em causa os empregos e a tesouraria das empresas.

A nível do emprego, apontou que o Estado irá comparticipar, através do INPS, com 35% do salário bruto para permitir que os contratos possam ser mantidos, possibilitando assim que todos possam continuar a ter remuneração.

“O nosso compromisso é que todas as medidas que foram anunciadas, e para as empresas acederem a esse incentivo, se se comprometerem de facto com o princípio da manutenção do emprego, salvo excepções que as pessoas de facto devem ir para o desemprego.

Ainda assim, afirmou que neste caso, o Fundo de Desemprego irá cobrir 75% do salário bruto do trabalhador.

“Estamos comprometidos a tudo fazermos para protegermos o emprego, garantir o rendimento as famílias, seja no sector formal e informal e vamos acompanhar quotidianamente a situação”, salientou.

O Governo anunciou um conjunto de medidas que irão vigorar por um período de três meses, como forma de combater os impactos que a pandemia do Covid-19 poderá causar, fazendo a economia continuara a funcionar.

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