O emprego e o aumento da escolaridade obrigatória como forma de manter os jovens no sistema do ensino são as “grandes preocupações” que a Juventude para a Democracia (JpD) que ver refletidas no Orçamento de Estado para 2018.

“Sugerimos ao ministro para promover o emprego através da melhoria do ambiente de negócios em Cabo Verde”, disse à Inforpress o líder da JpD, Euclides Silva, à saída do encontro com Olavo Correia, que recebeu esta organização juvenil partidária, no quadro de audições a várias entidades, com vista à elaboração do Orçamento do Estado para o próximo ano.

Segundo Euclides Silva, a sua organização pediu, ainda, ao ministro das Finanças a “operacionalização” de alguns instrumentos já existentes, como a Bolsa CV-Garante, CV-Global e o Programa 3E, no sentido da promoção de empregos.

No domínio do ensino, prossegue Euclides Silva, a JpD manifestou a Olavo Correia o seu desejo no sentido da “isenção da taxa na aquisição de equivalência para os que se formam lá fora”.

“Uma outra preocupação nossa é a questão da bonificação de juros na aquisição de habitações por parte dos jovens”, declarou Euclides Silva, que disse ter encontrado uma recetividade “muito boa” por parte de Olavo Correia.

O líder da JpD congratulou-se com o facto de ser a primeira vez que uma organização da juventude partidária é ouvida antes da elaboração do OE, o que, segundo ele, mostra a “importância que este ministro e este Governo têm dado à juventude”.

Instado se acredita que as propostas da JpD vão ser tidas em conta no OE-2018, Euclides Silva respondeu: “Acredito que sim. Quanto a nós, são propostas atuais e que fazem sentido na melhoria das condições de vida das pessoas”.

Quanto à equivalência que as pessoas que estudam no exterior são obrigadas a solicitar em Cabo Verde, o presidente da JpD entende que “não faz sentido”, já que, de acordo com as suas palavras, “os estudantes frequentam lá fora as melhores universidades do que aqui (Cabo Verde), pelo menos, é o que dizem os rankings”. Segundo ele, em países como Portugal e Brasil, onde há maior número de estudantes cabo-verdianos, a equivalência devia ser “automática”.

“O estudante que se forma, por exemplo, em Engenharia em Portugal, pode vir aqui e exercer a profissão sem ter que pedir equivalências”, propõe o presidente da JpD, que entende que a eliminação da isenção de equivalências visa “beneficiar os jovens cabo-verdianos e a diáspora”. No que tange à reciprocidade em matéria de equivalência, defende que cabe ao Governo “negociar os acordos bilaterais”.

“A nossa proposta é no sentido de os jovens cabo-verdianos, quando regressam, terem a vida facilitada no processo de procura do emprego”, afirmou, notando que, muitas vezes, as pessoas ficam a aguardar durante dois ou três meses para uma equivalência, enquanto vão perdendo a oportunidade de participarem num concurso para uma vaga de emprego.

SAPO c/ Inforpress