Cláudia Rodrigues, que falava à imprensa, à margem da conferência internacional realizada no âmbito da “Semana de reflexão sobre VBG”, explicou que o empoderamento as mulheres interromperam o ciclo da violência com a criação de melhores condições económicas.

“O empoderamento das mulheres trouxe a extinção das mulheres homicidas com mais de 40 anos, que interromperam o ciclo de violência mais cedo e que têm a coragem de abandonar uma relação que não está a funcionar”, notou.

Contudo, a responsável defendeu que esse trabalho tem de ser feito a nível comunitário, institucional, na implementação de políticas públicas activas a nível da punição, bem como uma reflexão sobre a lei da VBG, que foi implementada em 2012.

“Já se passaram sete anos desde a sua implementação e é preciso fazer um balanço para ver o que é preciso corrigir e melhorar para que as respostas sejam mais céleres e que também se possa prevenir o feminicídio”, indicou.

Em termos estatísticos, Cláudia Rodrigues informou que a nível mundial, segundo os dados de 2015, mais de 89 países reportaram que 25 por cento mulheres são vítimas de violência doméstica.

“Não é diferente de Cabo Verde baseados nos dados de 2005 porque está-se a tratar ainda os dados de 2017 do Inquérito Demográfico da Saúde Sexual e Reprodutiva, que vai nos dizer se a situação continua igual ou se houve alguma alteração”, esclareceu.

O Dia Internacional da Família foi declarado em 1993, pela Assembleia-Geral das Nações Unidas, como forma de chamar a atenção para questões que influenciam o dia-a-dia da Família, e para que se reconheça o papel nuclear da família na sociedade e se incentive a adopção de medidas no sentido de melhorar a sua condição.

Este ano celebra-se sob o lema “Família e Acção Climática: foco no Objectivo de Desenvolvimento Sustentável (ODS) 13.

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