Jorge Santos, que falava à imprensa depois de receber um grupo de estudantes da escola Eugénio Tavares, da ilha da Brava, que se encontra de visita a Santiago, afirmou que chamou atenção a esses jovens para que emigrem no sentido de frequentar as melhores escolas e universidades, mas para não esquecerem a sua ilha e o seu país.

“Para irem e voltar, como muitos fizeram. É essa força, esse saber e essa qualidade da sua gente é que vai permitir e garantir o desenvolvimento futuro da Brava, mas também do próprio Cabo Verde”, disse.

Conforme Jorge Santos têm-se verificado que a ilha da Brava é uma das ilhas em que tem havido uma diminuição gradual da população, em que muita juventude, muitas vezes, nesta fase de adolescência, pensa também na emigração para os Estados Unidos da América.

Esta “saída frequente” de jovens para os EUA para a emigração, defendeu, muitas vezes, “dificulta o próprio processo de desenvolvimento da ilha”.

“A emigração é uma solução de curto prazo, mas não é uma solução sustentável para o desenvolvimento da Brava e também de Cabo verde. Temos que ter mobilidade, lutamos para a mobilidade, mas temos que pensar também nas nossas ilhas, como desenvolver e criar mais rendimentos para termos mais emprego e mais fixação de pessoas nas nossas ilhas”, completou.

Em relação à visita dos alunos da Brava à ilha de Santiago, Jorge Santos diz que é uma oportunidade para os alunos e para os professores contactarem com a Assembleia Nacional, inteirarem das actividades parlamentares, mas também uma oportunidade que têm de visitar órgãos de soberania sedeadas na capital do país.

Erica Dias, aluna do 11º ano, disse à imprensa que esta visita realizada hoje à Assembleia Nacional irá ajuda-la a decidir o que quer para o futuro, uma vez que passou a conhecer como funciona a Casa Parlamentar.

“É uma experiência totalmente nova e diferente. Alguns de nós nunca estiveram aqui na ilha de Santiago e nem na Assembleia. Acho que sairemos aqui com alguns ganhos em termos de conhecimento que poderão ser transmitidos aos nossos colegas na Brava”, completou.

Já o professor de Direito, Carlos Martins, quem acompanhou os alunos, afirmou que eventos do tipo fazem sempre falta à Brava, uma ilha “um pouco isolada” da realidade de Cabo Verde. Por isso, acredita que esta visita tem um “significado grande” para os alunos, para a escola e para a própria ilha da Brava.

Durante a sua estada, os alunos da mais pequena ilha habitada do arquipélago cabo-verdiano cumprirão um programa de visitas, deslocações e encontros nomeadamente à Cidade Velha, Palácio do Governo e Presidência da República.

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